Stryper E Narnia Animam Noite Carioca Com Hinos Do Hard Rock

O poder de transcender barreiras étnicas, culturais, territoriais e sociais é um dos muitos trunfos da música, e claro que o rock n’ roll, em seus inúmeros subgêneros, está subordinado a tal fato. E uma boa prova disso foi o show das bandas Stryper e Narnia ontem (15) no Circo Voador, Rio de Janeiro, onde quaisquer resquícios de barreiras e limites foram quebrados com riffs poderosos, solos de guitarras mirabolantes, vocais melodiosos, ou seja, nada conseguiu se opor ao suprassumo do hard rock.

Narnia

Com 23 anos de atividade, o grupo sueco, Narnia, não é nenhum debutante, com isso, tem a manha e sabe como poucos conduzir sua apresentação a uma festa regada aos maravilhosos trejeitos do hard n’ heavy.

Foto: Livia Teles

A novata A Crack in the Sky, do mais recente disco From Darkness to Light, já marcou uma ótima primeira impressão, mas se ficou alguma reticência sobre o talento da banda sueca, com certeza tal porém se desfez como fumaça ao ritmo vertiginoso de Sail Around the World.

Ficou evidente que em pouquíssimo tempo de show, o Narnia, que é formado por Christian Liljegren (vocal), CJ Grimmark (guitarra), Andreas “Habo” Johansson (bateria), Jonatan Samuelsson (baixo) e Martin Härenstam (teclado), tinha estabelecido uma relação assertiva com o público carioca, dessa forma a dinâmica do show fora prazerosa e agradável para ambos: fãs e artista, o que se seguiu até o final com o som Living Water, do disco Long Live the King.

Foto: Livia Teles

Stryper

Veterano, experiente e munido com muitos hinos do hard rock prontos para ser disparado nos PAs, o Stryper foi cortejado pelos fãs do primeiro ao último acorde da animada noite. Soldiers Under Command elevou os ânimos e ofereceu ao grupo um coro com mais algumas centenas de vozes. Loving You manteve o clima nas alturas, já a viagem à saudosa e marcante década de 1980 veio com as impecáveis Calling on You, To Hell with the Devil, More Than a Man, Honestly e Always There for You.

Foto: Livia Teles

De certo o repertório foi certeiro e agradou o apaixonado e fiel séquito que acompanha o Stryper em seus trinta e seis anos de bons serviços prestados ao hard rock, no entanto, incorrer no erro crasso de não mencionar o talento individual de Michael Sweet (vocal e guitarra), Robert Sweet (bateria), Oz Fox (guitarra e vocal), Perry Richardson (baixo e vocal) seria leviano e imperdoável. A técnica apurada e o belo timbre da dupla de guitarrista soam como um bálsamo aos ouvidos ávidos por grandes riffs e solos bem sacados.

Já o baixista Perry Richardson, que já integrou outro baluarte do hard rock: o FireHouse, é preciso e certeiro como um relógio suíço, tendo, além disso, uma performance de grande destaque em seus poderosos backing vocals. Por último, mas não menos importante, está às poderosas levadas de Robert Sweet, que são o motor propulsor do grupo.

Foto: Livia Teles

O repertório do show ainda contemplou o ótimo cover de All She Wrote, do já citado FireHouse; a peso pesado Sorry; a ligeira Yahweh e a cadenciada The Valley, totalizando quase duas horas de uma irreparável apresentação.

Como dito anteriormente, a música tem a sublime capacidade de transcender barreiras e unir pessoas de diferentes características, e na noite de ontem as bandas Stryper e Narnia foram o agente catalisador dessa união que foi regada com hard rock de primeiríssima qualidade.

Foto: Livia Teles
Foto: Livia Teles

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