Pele nova, mesma fúria! A cantora Pitty começará nova fase artística com disco homônimo. O disco, que será o seu sexto álbum de inéditas e o primeiro trabalho de estúdio em sete anos, chegará ao marcado em 16 de outubro pela gravadora Deck.
Desde seu último álbum de inéditas – Matriz, de 2019 – o público acompanhou Pitty em diferentes projetos, encontros e apresentações, mas também alimentou a expectativa por uma nova obra autoral. Essa expectativa cresceu durante o período em que a artista decidiu interromper a rotina dos palcos e viver uma pausa criativa.
O intervalo foi um tempo de escuta, elaboração e retomada. Ao reduzir o ritmo, Pitty abriu espaço para observar a própria trajetória, reorganizar desejos e reencontrar o impulso da composição.
Ao longo de mais de duas décadas, ela construiu um lugar raro na música brasileira. Poucas artistas de sua geração conseguiram reunir repertório popular, identidade autoral, influência cultural e diálogo com diferentes gerações.
No rock, essa posição é ainda mais singular: em um território historicamente masculino, Pitty permanece como uma de suas figuras centrais, não como memória de uma época, mas como artista em atividade e transformação.
A escolha do título homônimo funciona como assinatura. Pela primeira vez, Pitty coloca o próprio nome em um álbum que concentra a mulher, a artista e a compositora que se tornou.
“Eu tenho dito que estou fazendo o primeiro disco da minha vida, porque essa é a sensação. As coisas vêm na hora em que precisam vir. Depois de sete anos, surgiu um jeito novo de criar e eu me permiti seguir esse movimento sem tentar controlar o que estava acontecendo”, explicou.
“Eu ainda não estava pensando em fazer um álbum”, destacou. “Mas veio um troço, a caneta começou a fritar, a caneta ferveu, e eu fui deixando. Me abri totalmente para aquilo que estava acontecendo. Esse disco se fez e se impôs. Eu fui tomada por ele”.
Em PITTY, a artista assume a criação e a direção geral do projeto. Assina letras, melodias, riffs e coprodução musical, além de toda a estética e narrativa do álbum como partes de uma mesma obra.