“O que eu digo que é rock não é o que está escrito na prateleira rock, é a essência da parada”, reflete Pitty

Em entrevista ao canal Mano a Mano, que tem apresentação do rapper Mano Brown, Pitty foi questionada sobre qual cantora de rock n’ roll mais a influenciou. Em sua resposta, a artista baiana citou nomes da música norte-americana e brasileira, além disso, ela destacou a essência de artistas de outros estilos musicais, mas que têm uma atitude rock.

“Eu vim de uma geração que tinha zero referência feminina”observou. “As referências femininas que eu tinha não eram contemporâneas, eram antigas – Janis Joplin e as cantoras de blues como Etta James, Nina Simone, Billie Holiday. Isso, para mim, é rock n’ roll pra caramba. O jeito que essas mulheres cantavam e cantam”.

Ela continuou: “Eu descobri depois a Sister Rosetta Tharpe. Ela foi a primeira mulher negra tocando guitarra e fazendo rock n’ roll. Para mim, ela é a mãe do rock n’ roll. Então, é um redescobrimento histórico, porque teve esse apagamento durante todo esse tempo e a gente não sabia disso, dessa verve, dessa essência”.

“Então, as minhas referências eram muito masculinas, e tudo bem”, destacou a cantora. “Consegui fazê-las me influenciar para surgir o que surgiu, rolou o que rolou. Hoje eu consigo ter outras referências. Conheci a PJ Harvey. No Brasil, conheci a Elis Regina, que é um bagulho super visceral, embora não seja rock. A Gal [Costa] anos 70”.

“O que eu digo que é rock não é o que está escrito na prateleira rock, é a essência da parada – postura, visceralidade, verdade, visão de diversidade, visão de igualdade, equidade, senso de comunidade, estar ciente das coisas que estão acontecendo, respeitar os sentimentos e dos outros e liberdade”, completou.

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