Todo mundo que já se aventurou em shows ao vivo e eventos culturais em nosso país se defrontou com eventos coalhados de falhas, produções mambembes, preços escorchantes e por aí vai. Infelizmente, isso ainda é uma realidade, a qual sempre abordaremos aqui em nosso espaço.
Porém, desta vez, a nossa pretensão é essencialmente jogar luz no amadorismo e a babilônia imposta pelos músicos e artistas na cenas rock n’ roll e heavy metal brasileira em suas redes sociais.
E não adianta esta ou aquela estrelinha do rock ficar brava com a nossa crítica, fechar a cara, mandar ‘dm’ e fazer textão nas redes declarando aos quatro ventos que é um santo incompreendido e que as outras pessoas são os algozes.
O estreitamento da relação entre artista e fã é bem-vinda, uma vez que pode ser direta e praticamente em tempo real. Muitos músicos sabem lidar muito bem com esta nova realidade de relacionamento, pois colocam os limites necessários entre fã e ídolo e na mesma tacada conseguem contornar a comunicação fria feita pelas assessorias.
Portanto, se trata de mais uma faceta do profissionalismo, competência, objetividade e interlocução sem ruído se fazendo presente. Empresas como Iron Maiden, Sepultura, Ghost, Metallica, KISS e Ozzy Osbourne são exemplos da primeira liga que jogam muito bem a parada.
No extremo oposto há os artistas que se atolam em querelas e discórdias entre si, com os fãs e até com a imprensa. É vexaminoso ver um músico usando o campo de comentários das redes como um palanque para suas demandas, ignorâncias e bestialidades.
No caso da relação entre os músicos, nós estamos, volta e meia, vendo episódios como cobrança de dinheiro, crédito e toda sorte de lavação de roupa suja ganhando destaques nas redes. Estes expedientes se tornaram rotina na nossa cena pesada.
Se há arestas a serem aparadas, usem os meios profissionais para tal. Procure o entendimento em ‘off’, mas passem longe do escrutínio público. Ver um cantor incitar a cólera e malevolência na sessão de comentários de uma rede social contra seu antigo empregador é algo provinciano, e não é raro nos depararmos com tal fato.
As cenas rock e metal nacional não podem mais se equilibrar em gelo fino! Passou mais do que da hora de pesar a balança para o lado positivo: seja do mais ínfimo detalhe ao ato mais amplo, tudo deve ser submetido ao crivo do capricho, da responsabilidade e do profissionalismo.
O nosso mercado não precisa aderir à síndrome de Menino Charlinho, a qual o coitadismo é a tônica da vez e o verniz de pobre coitado logo é abraçado pelos envolvidos, tampouco institucionalizar a desorganização como parâmetro de estratégia e ação, pois os frutos deste modelo são amargos, e isto já foi mais do que provado.