Ao longo de sua longa carreira o Sepultura tratou em muitas de suas letras de tópicos sensíveis como política e questões sociais do nosso país e do mundo. Alguns destes conteúdos líricos políticos e sociais foram escritos há trina anos, mas ainda continuam relevantes nos dias de hoje.
Durante conversa com a apresentadora Lucie Roubíčková, do canal Project Backstage Interviews, o baterista Iggor Cavalera foi questionado como se sente sobre alguns destes tópicos ainda serem pertinentes atualmente.
“Sim! Especialmente o Chaos A.D. com sons como Refuse/Resist e Territory, que lida com a questão da Palestina. Eles são muito relevantes e, de alguma forma, até mais [hoje em dia], o que é bem assustador.
Na época, a gente teve a ideia de escrever sobre estas coisas esperando que elas melhorassem, mas elas acabaram piorando. Então, foi importante tocar nestes assuntos, mas também é bastante assustador que hoje eles sejam tão relevantes agora quanto eram anos atrás. Isto é algo estranho”.
“E não é só no Brasil! Muitas das coisas que escrevemos podemos relacionar ao Brasil, mas podem se relacionar ao resto do mundo. Elas fazem muito sentido para muitos outros lugares além do Brasil”, acrescentou Iggor.
Iggor Cavalera possui mais de trinta anos de carreira, a qual rendeu dez discos de estúdio com o Sepultura e quatro álbuns com o Cavalera Conspiracy, que é um projeto ao lado do irmão, Max. Ele também assinou o nome em obras da Rita Lee, Titãs, Nailbomb e outros.

