O Sepultura iniciou a sua turnê final em Belo Horizonte, Minas Gerais, no dia 01 de março de 2024. O show marcou também a estreia do baterista norte-americano Greyson Nekrutman, substituto de Eloy Casagrande, que decidiu deixar a banda no começo daquele fevereiro de maneira repentina.
Mais de dois anos depois, a turnê está em sua reta final. O último show do Sepultura vai acontecer no dia 07 de novembro no Mercado Livre Arena Pacaembu. O evento terá a participação do Metal Allegiance, Krisiun, Sacred Reich e a reunião de quem construiu essa trajetória.
Recentemente, batendo um papo com o Neil Jones, do Total Rock, Derrick Green contou que a ideia original para a turnê de despedida partiu de Andreas Kisser, guitarrista e líder do grupo.
“Bem, na verdade, a ideia partiu do Andreas. E a ideia era simplesmente… o momento de tudo, do que estava acontecendo, parecia fazer muito sentido. Tínhamos chegado a um ponto em que já havíamos cumprido aquele ciclo de entrar no estúdio, compor músicas, gravá-las, fazer a divulgação e tudo mais, depois sair em turnê por dois anos e, então, compor material novo novamente”.
Ele continuou: “Fizemos esse ciclo repetidamente. E então chega a um ponto em que é… Para nós, fazer música e tocar música é se divertir. Tivemos a sorte de poder fazer isso por tantos anos. Chegou ao ponto em que não queríamos que fosse algo que tivéssemos que fazer. Quisemos fazer uma pausa, parar, e parar em um nível muito alto, uma nota alta, por assim dizer, em que todos se dão bem”.
“Ninguém está parando por questões físicas ou de saúde – bate na madeira”, ressaltou. “E é uma honra poder decidir o momento de encerrar. Eu acredito que é preciso muita reflexão e muito sentimento para parar e pensar: ‘Estamos em um ótimo momento; vamos deixar assim e encerrar com chave de ouro’. Há algo muito bonito nisso, e a situação está se tornando algo maior do que imaginávamos”.
“Está ficando difícil acabar, justamente pelo fato de as coisas estarem indo tão bem e pela presença de tantas pessoas que são fãs há muitos anos e acompanham a banda. É uma sensação ótima.
É incrível quando as pessoas vêm até nós e dizem: “Não parem. Continuem”. Acho que fizemos a escolha certa ao fazer isso, nos afastarmos neste momento. Ter esse controle é uma oportunidade única, e é isso que estamos fazendo agora”, completou em tom de felicidade.