Angela Gossow explica como Laurent Hart se tornou a nova vocalista do Arch Enemy

Depois de muito suspense o sueco Arch Enemy encerrou a novela de sua nova frontwoman ao assumir Lauren Hart como sua vocalista. O anúncio oficial saiu em 19 de fevereiro deste ano, na companhia do novo single To The Last Breath.

A norte-americana, que chegou a cantar no Once Human e Divine Heresy, passou a ocupar a vaga da canadense Alissa White-Gluz que desistiu do trabalho de frontwoman do grupo, após doze anos de parceria.

Agora, durante participação no podcast She’s With The Band, a empresária Angela Gossow, que também ocupou o posto de forntwoman na banda entre os anos de 2000 e 2014, explicou como Laurent Hart se tornou a nova vocalista do Arch Enemy.

“Conheço a Lauren desde que ela surgiu com o Once Human, no primeiro e segundo álbuns que eles lançaram. E eu a notei porque havia muitas semelhanças entre nós duas, principalmente vocalmente. Além disso, ela é uma pessoa muito enérgica no palco.

Ela deu uma entrevista em que disse que Wages Of Sin [do Arch Enemy, de 2001] basicamente a inspirou a fazer esse tipo de vocal gutural. Então, obviamente, isso apareceu no meu feed também, e eu achei muito interessante e legal de ver”.

“Sempre acho interessante quando as pessoas dizem: ‘Você é minha influência’, mas o resultado é completamente diferente”, continuou. “Elas seguem por outro caminho com essa influência. Acho que é o que todos nós fazemos, mas é interessante acompanhar.

E não havia tantas mulheres no metal, então eu meio que acompanhei cada uma delas. E, sim, acho que começamos a conversar casualmente há um tempo, porque o Once Human não estava acontecendo, e a Lauren estava procurando algo novo para fazer, e eu gostei muito de alguns covers que ela estava fazendo.

Então, um dia, eu simplesmente disse a ela: ‘Acho que você deveria estar em algum tipo de híbrido entre Arch Enemy, Dimmu Borgir e Machine Head’, vocalmente falando. E ela disse: ‘Sim, se alguma coisa surgir, se você pudesse…’ Eu estava pensando em abordar músicos, do ponto de vista de gerenciamento, montar algo, um novo grupo, porque você não se candidata a vagas que já estão preenchidas”.

“Tive a ideia de fazer isso com ela ou para ela, e fiquei perguntando por aí, pensando em quem eu poderia convidar. Isso foi há um tempo. Acho que foi bem chocante quando um dia eu perguntei se ela toparia fazer um cover do Arch Enemy, só para testar, ver como ela reagiria. Ela nem sabia do que se tratava.

Ela se saiu muito bem. Ela tinha suas preocupações e medos, mas conseguiu. E eu acho que se alguém simplesmente vai lá e faz, é porque tem muita coragem. É disso que você precisa. Além disso, eu sabia que ela tinha experiência em turnês. Aconteceu tudo muito depressa, ficamos meio que sem vocalista em dezembro de 2025 e pensamos: ‘Caramba, a gente só quer continuar em turnê e quer continuar com a banda’. Então ela teve que ser muito rápida. Ela teve que se adaptar rapidamente”, concluiu Angela.

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