Alissa White-Gluz admite que não acredita em vida após a morte: “Nada disso faz sentido para mim”

A morte é a única certeza que temos em nossas vidas, mas, mesmo assim, quando ela chega aos nossos familiares, amigos e ídolos nos deixa na lona. Perder um membro da família ou amigo próximo é uma experiência traumática, a qual gera muita dor e tristeza. Infelizmente, é algo que acontecerá com todos nós em algum momento de nossas vidas.

Alguns indivíduos conseguem lidar melhor com a situação do que outras pessoas, que acabam entrando em um processo depressivo, por exemplo. Há quem bata na tecla de que conversar abertamente sobre o tema pode ser uma saída para mitigar o sofrimento.

Em conversa com o pessoal do The Downbeat Podcast, Alissa White-Gluz (Blue Medusa, DragonForce, ex-Arch Enemy) teceu alguns comentários sobre o sensível tema.

“Tenho pavor da morte”, disparou Alissa. “É tanatofobia [doença psicológica que provoca reações físicas e emocionais ao entrar em contato com qualquer circunstância relacionada à morte], acho que é esse o nome., e eu espero que nosso cérebro funcione de um jeito que libere endorfinas – ou algo do tipo – que causem euforia bem antes da partida, para que a gente possa ir…

Espero que seja tipo… sabe quando você está começando a pegar no sono, está super cansado e sente aquela sensação gostosa como: ‘Ah, estou pegando no sono. Que maravilha’? Espero que seja assim. O problema é que a gente não sabe como é. E, além disso, eu gosto de fazer coisas, aprender, conhecer gente e vivenciar experiências; não quero parar com isso. Por isso, me deixa muito mal saber que, em algum momento, vou parar de fazer tudo isso”.

A cantora canadense então admitiu que não acredita em vida após a morte: “Quem dera eu acreditasse, mas nada disso faz sentido para mim. Se eu acreditasse em algo, seria mais legal. Eu poderia pensar: ‘Bom, tudo bem, estou apenas seguindo para a próxima fase’. Mas, infelizmente, acredito mesmo que é só isso.

Acho que somos um organismo funcional, feito de sangue, carne, impulsos elétricos e terminações nervosas – e acho que somos incríveis. Acho que todos os animais são incríveis; é por isso que os respeito tanto.

Mas acredito, sim, que tudo o que acontece em nosso cérebro – o que nos confere uma personalidade e nos permite vivenciar o mundo – depende de que essa massa física de tecido continue funcionando como deveria. E, se ela para, acredito que tudo isso acaba junto, infelizmente”.

Deixe um comentário (mensagens ofensivas não serão aprovadas)