O Black Pantera vem ganhando mais espaço na cena musical, participando de mais festivais e sendo ouvido por muitas pessoas. Além da sonoridade, um rock n’ roll que abarca outros estilos, as mensagens das letras falam sobre ancestralidade, pertencimento e são explicitamente antirracistas, fazendo desta uma das bandeiras levantadas pela banda.
O trio – Charles Gama (vocal e guitarra), Chaene da Gama (vocal e baixo) e Rodrigo Pancho (bateria) – possui cinco discos de estúdio, dois EPs e vários singles lançados ao longo da carreira, o que o coloca na posição de um dos principais expoentes do rock brasileiro, atualmente.
Em recente entrevista ao Podcast 3 Irmãos, Chaene explicou de onde surgiu o nome da banda e ressaltou a verve política de sua arte.
“Tem a galera que realmente entende o posicionamento. O nome da banda já é inspirado no Partido dos Panteras Negras. Tem muita gente que acha que foi inspirado em outras bandas. Não, velho! O nome do Black Pantera é inspirado no Partido dos Panteras Negras.
Mas muita gente tem o pensamento: ‘Começou a falar de política, vou sair’. O nosso nome, a nossa vida… Só de ser uma banda preta, ser antirracista no meio desse rolê já é um rolê político absurdo. A gente não precisava nem falar nada. Mas a gente sempre se posicionou em vários aspectos”.
Ele completou citando bandas que escreveram álbuns e canções políticas: “Rage Against The Machine é de 1992. Tom Morello é formado, cientista político, o cara é formado em Harvard. Desde sempre a estrela estava lá, acho que você não viu os sinais.
Rage Against The Machine não é uma banda contra o Windows 95; …And Justice For All [do Metallica] não é sobre carga tributária, advogados; War Pigs [do Black Sabbath] não é sobre de rinha suínos; The Wall [do Pink Floyd] não é sobre construção civil, cara. A arte está coligada com o que você pensa. A arte vem do que penso e acredito, e todas essas bandas que citei sempre tiveram um posicionamento muito claro, sem subjetividade”, concluiu.

