Thiago Castanho (Charlie Brown Jr.) lembra o sucesso do pagode nos anos 90: “Os caras do Katinguelê tinham cinco Mustangs”

O mercado fonográfico, muitas vezes representado pelos engravatados sedentos por dinheiro e poder, sempre estão à procura da nova bola da vez para arrebatar o público e, evidentemente, fazer rios de grana.

Lá nos idos dos anos 90, a fonte da fortuna era os formatos acústicos, em que as guitarras eram desligadas para que os violões entrassem em cena. Aqui no Brasil, a cena musical – goste ou não – ainda oferecia algo diferente como o pagode.

O estilo tinha aderência em boa parte da sociedade, portanto, os grupos deste gênero musical eram figuras presentes em programas de auditório.

Depois que o pagode começou a mostrar certo desgaste, a indústria fonográfica se abriu aos novos postulantes à nova sensação do momento. E foi nesta janela de tempo que surgiu o Charlie Brown Jr. incorporando ao seu rock estilos como rap, reggae e punk, e a cultura skate.

O sucesso bateu cartão já no primeiro álbum Transpiração Contínua Prolongada, de 1997. O êxito comercial seguiu com Preço Curto… Prazo Longo, de 1999. Com isso, os caras estavam presentes em programas de TV ao lado dos pagodeiros que ainda se mantinham no mercado.

Tempos atrás, os guitarristas Marco Britto e Thiago Castanho, concederam uma entrevista ao Vênus Podcast. Na conversa, Thiago lembrou o sucesso do pagode nos anos 90. Ele destacou que os caras do Katinguelê tinham cinco Mustangs.

“Eu lembro desse lance do pagode! Em 97, a gente meio que pega e o pagode tá meio [faz sinal de declínio]. É um ciclo natural das coisas. Mas eu lembro do Katinguelê, porque os caras tinham cinco Mustangs amarelos.

A gente via parado no programa de televisão; pô, o Katinguelê tá aí. Cada um tinha um Mustang amarelo, era muito legal. A gente só veio a ter carrão depois. Foi depois que a gente comprou uns carros legais. A gente tem essa lembrança”.

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