Steve Harris sai em defesa de No Prayer For The Dying: “É um álbum muito forte”

Após o ambicioso e progressivo Seventh Son of a Seventh Son, o Iron Maiden decidiu seguir pelo caminho oposto no álbum sucessor, No Prayer For The Dying. Portanto, se trata de um disco com canções mais simples, uma vibe hard rock e sem os arranjos pomposos que uma obra progressiva demanda.

Muita gente torceu o nariz para o disco – e até hoje não figura na lista dos favoritos dos fãs. No entanto, o líder do Maiden, Steve Harris, saiu em defesa de No Prayer For The Dying em nova conversa com a Metal Hammer.

“Acho que é um álbum muito forte. Naquela época, ficamos muito famosos com todos aqueles shows grandiosos, então, estávamos tentando voltar um pouco ao básico”.

Steve continuou: “Para ser totalmente honesto, acho que foi um pouco influenciado pelo álbum solo do Bruce, Tattooed Millionaire [também lançado em 1990], no qual ele estava tentando algo um pouco mais básico. Há algumas músicas lá em que ele canta com uma voz um pouco mais rouca. Eu estava pensando que poderia escrever algo que ele pudesse cantar com essa mesma voz rouca”.

Sobre o processo de gravação, Harris disse: “Estávamos tentando fazer com que soasse como um álbum ao vivo, por isso contratamos o estúdio móvel dos Rolling Stones para gravar ao vivo no celeiro. Provavelmente deveríamos ter adicionado ruído da plateia, porque teria soado mais como um álbum ao vivo de verdade – fizemos isso com o vídeo de Tailgunner, e fez uma grande diferença”.

Além disso, The Boss não liga se você gosta ou não de No Prayer For The Dying: “Não me importo com esse tipo de coisa. Lembro-me de quando o álbum A Passion Play, do Jethro Tull, foi criticado, e Ian Anderson não queria mais tocar no Reino Unido.

Se fosse eu, teria abraçado a ideia. Teria reunido todos os jornalistas em uma sala e os atacado verbalmente – não fisicamente, mas verbalmente. Se alguém diz que não gosta de algo, isso me faz abraçar ainda mais. Você tem que acreditar naquilo que faz, não é?”

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