Roots, que é o sexto trabalho de estúdio do Sepultura, chegou ao mercado no dia 20 de fevereiro de 1996 e chancelou de vez o espaço do grupo brasileiro no mercado estrangeiro. O quarteto passou a ser figura mais do que bem quista nos palcos dos Estados Unidos e Europa.
No entanto, a carreira da banda abrange muitas outras jurisdições musicais além do que pode ser conferido em Roots. O conjunto concebeu em sua arte estilos como thrash metal, death metal, punk, hardcore e por aí vai. Portanto, é seguro afirmar que o Sepultura nunca se acomodou artisticamente, tampouco usou fórmulas prontas para edificar sua trajetória de quatro décadas de história.
Em entrevista à revista Metal Hammer Espanha, o guitarrista Andreas Kisser refletiu sobre essa inquietude musical, que se manifestou até mesmo no mais novo EP The Cloud Of Unknowing, que saiu em 24 de abril via Nuclear Blast Records.
“Não é meu problema que os fãs estão decepcionados”, disparou Andreas ao risos ao falar sobre a reação do público à sua inquietação artística. “São universos diferentes, a relação que cada um tem com sua arte, com sua música, é muito pessoal e única, e está tudo bem. Isso é a liberdade de interpretação e de conexão”.
“Eu estou descobrindo coisas novas hoje que foram gravadas há 40, 50, 60, 100 anos. Estamos sempre descobrindo coisas. Isso é normal! Bandas como o Black Sabbath, que mudou os vocalistas e bateristas, sempre temos isso [as mudanças]. São nossos gostos pessoais”, completou.
E por falar em Sepultura, a banda revelou a data e o local de sua derradeira apresentação. O último show da banda acontecerá no dia 07 de novembro na Arena Mercado Livre do Pacaembu, São Paulo. A festa vai encerrar sua jornada de quatro décadas no metal.
O anúncio saiu através das redes sociais oficiais do conjunto. Os caras informaram o seguinte: “No dia 07 de novembro, o Sepultura tomará conta da Arena Mercado Livre do Pacaembu para o show de encerramento da história da banda”.
Vale lembrar que a Celebrating Life Through Death Tour começou oficialmente em 1º de março de 2024, com um show esgotado em Belo Horizonte. O show serviu de estreia do baterista Greyson Nekrutman, substituto de Eloy Casagrande, que foi para o Slipknot.