Ricky Warwick conta que bebedeira com Lemmy (Motörhead) acabou em poça de sangue, vômito, vidro e catarro

Lemmy Kilmister, vocalista, baixista e eterno dono do Motörhead, era a personificação do rock n’ roll. O músico viveu o estilo em sua mais plena essência até os últimos dias de sua vida. Dentro e fora do palco, o britânico era a mesma pessoa, não era um personagem falso para vender mais discos ou ganhar uma fama de durão.

Com o seu chapéu e botas de cowboy, óculos escuros, baixo Rickenbacker e o combo de uísque Jack Daniel’s e Coca-Cola, o músico foi um dos ícones da música pesada.

E acompanhar o ritmo de vida e farra de Kilmister era difícil, praticamente impossível. O vocalista Ricky Warwick (The Almighty, Black Star Riders) descobriu isto da pior forma. Em conversa com a revista Classic Rock, ele contou que bebedeira com Lemmy acabou em poça de sangue, vômito, vidro e catarro.

“Quando começamos a vir a Londres, encontrávamos o Lemmy nos lugares que ele frequentava, como o clube St. Moritz [no Soho]”, lembrou Warwick. “Ele foi incrível comigo desde o início, muito simpático, muito engraçado e sempre me dava muitos conselhos”.

Ricky prosseguiu lembrando de um encontro com o líder do Motörhead nos anos 1990, em Los Angeles.

“Chegamos ao hotel, e Lemmy deixou um bilhete para mim, dizendo: ‘Estou no quarto blá blá blá, suba’. Eram umas três da tarde, e eu estava morrendo de jet lag, mas bati na porta e estava rolando uma festa daquelas.

Em meio à fumaça, vejo Lemmy com seu short jeans curto, seu short jeans justo e um chapéu de cowboy. Eles tinham acabado de mixar o 1916, então ele me sentou, me serviu a maior quantidade possível de seja lá o que fosse, me serviu um copo de Jack Daniel’s com Coca-Cola, colocou fones de ouvido em mim e disse: ‘Escuta isso’.

Fiquei eufórico, estava ouvindo o novo do Motörhead no volume máximo, e Lemmy ficou enchendo meu copo. Fiquei tentando manter a calma, mas conforme o álbum ia chegando ao fim, a sala começou a girar, e eu pensei: ‘Caramba, estou numa situação ruim, isso não é bom'”.

Ele continuou com seu relato: “Então eu me levantei para dizer a Lemmy o que eu achava do álbum. Mas as minhas pernas simplesmente cederam. Eu caí de cara no chão, o copo de cerveja se estilhaçou e cortou a minha sobrancelha quando eu caí em cima dele. Eu ainda vomitei ao mesmo tempo.

Então eu estou lá deitado em uma poça de sangue, vômito, vidro e ranho, e então eu senti aquele hálito ácido perto do meu rosto, era Lemmy dizendo: ‘Warwick, você é um fracote'”.

“Mas fizemos a turnê de 1916 e não poderíamos ter sido tratados melhor. Lemmy e todos os caras do Motörhead foram simplesmente fantásticos, sinto muita falta deles”, finalizou.

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