O guitarrista Kiko Loureiro integrou o Megadeth entre os anos de 2015 e 2023 e deixou como legado os álbuns Dystopia (2016) e The Sick, the Dying… and the Dead! (2022). O brasileiro, no entanto, decidiu sair do Megadeth para se dedicar a algumas demandas familiares e aos seus próprios projetos profissionais.
O jovem finlandês Teemu Mäntysaari foi escolhido para substituir Loureiro na empresa de Dave Mustaine. A parceria já rendeu o álbum Megadeth, que saiu em janeiro deste ano.
Durante conversa com o canal Radio City Suomi, Dave afirmou que Teemu Mäntysaari é o elo perdido que o Megadeth procurava há muitos.
“Estou muito feliz pelo Teemu, porque ele nunca tocou aqui [na Finlândia] com a gente. Teemu é um tesouro nacional aqui – o primeiro finlandês a alcançar o primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos. Por isso, eu sinto um grande prazer em vê-lo alcançar o sucesso. Porque ele é uma pessoa maravilhosa e um exemplo perfeito do espírito do povo finlandês: são simpáticos, inteligentes, pessoas maravilhosas. E ele era a peça que faltava, que procurávamos há muitos e muitos anos”.
Mustaine seguiu falando sobre a personalidade de Mäntysaari e como foi o começo da parceria com o virtuoso guitarrista.
“Ele era muito, muito tímido quando o contratamos, porque, quando você sai de uma banda menor para uma maior, obviamente existe um certo período de adaptação. Mas o Megadeth não é uma banda ‘um pouco’ maior, é muito maior.
Então, eu prometi a ele: ‘Sua vida vai mudar. E vai mudar a ponto de você se sentir mais feliz do que jamais imaginou, além dos seus sonhos mais ousados’. E foi isso que aconteceu. Temos um entrosamento incrível no palco.
Tocamos como se estivéssemos juntos há uma eternidade. Acho que os solos de guitarra dele no novo álbum realmente me empolgaram também. O álbum tem mais de 40 solos, eu acho. Acho que foram 45 ou 47 solos, e todos são bem elaborados e complexos.
É um disco excelente para guitarristas, e a composição é muito melódica, algo que acredito ter atraído muita gente. Chegou ao primeiro lugar em 11 países, então fizemos algo certo”.