Megadeth: Dave Mustaine afirma que a batata de David Ellefson estava assando antes do escândalo do vídeo vazado

O CEO do Megadeth, Dave Mustaine, afirmou que a batata de David Ellefson estava assando antes do escândalo do vídeo vazado.

Para quem não lembra ou não sabe, no ano de 2021, o baixista ganhou uma justa causa do grupo, depois de vídeos íntimos seus terem vazados e o músico ser acusado de ter enviado esses registros a uma menor de idade. Com isso, Dave não pensou duas para cortar relações com o ex-parceiro de trabalho.

Ellefson, no entanto, admitiu que trocou mensagens de texto de teor sexual com uma jovem holandesa e que gravou em vídeo vários de seus encontros virtuais. Mas, de acordo com o músico, a mulher tinha 19 anos na época do primeiro encontro virtual.

Em nova entrevista à revista Rolling Stone, o ruivo falou sobre o polêmico caso que envolveu o seu ex-funcionário.

“Descobri o escândalo da mesma forma que todo mundo: pela internet. Em 10 de maio de 2021, vídeos sexualmente explícitos de David Ellefson se masturbando apareceram no Twitter. Os vídeos foram resultado de uma interação online com uma fã de 19 anos do Megadeth com quem Ellefson tinha algum tipo de relacionamento. Quando mais detalhes foram revelados, a história rapidamente viralizou.

Era impossível separar fato da ficção, verdade da fantasia, enquanto a internet explodia de forma tipicamente histriônica. Mas uma coisa era certa: aquele era definitivamente David Ellefson, baixista do Megadeth, nos vídeos”.

“Eu estava reavaliando meu relacionamento de quase 40 anos com David e a turbulência que ele tantas vezes causou em minha vida”, continuou. “Como membros originais do Megadeth, fomos amigos e parceiros criativos; brigamos como inimigos. Tocamos muita música boa juntos. Éramos viciados codependentes, alimentando e impulsionando os vícios um do outro.

No fim, nos distanciamos, a confiança foi destruída – pelo menos para mim – pelo processo que David moveu em 2004, após o fim da banda. O resultado não foi nem de perto o que ele esperava – vamos deixar por isso mesmo”.

“Para surpresa da grande maioria do universo Megadeth, consertamos as coisas em 2010 e David voltou para a banda, embora como músico assalariado e não como parceiro criativo”, pontuou o guitarrista.

Ele seguiu com a sua reflexão: “Parte do problema era que nossa amizade inicial se baseava principalmente em duas coisas: música e drogas. David e eu nunca estivemos em pé de igualdade quando se tratava de Megadeth. Era a minha banda e, em sua maioria, as minhas músicas, e isso sempre foi motivo de atrito.

Quando ambos ficamos sóbrios, o distanciamento aumentou, em parte porque tínhamos perdido aquela coisa terrível e prejudicial que nos unia, mas também porque recebemos a sobriedade e a recuperação de lugares diferentes, com pontos de vista diferentes.

Eu tentei não apenas ficar livre de substâncias, mas também viver uma vida mais honesta e espiritual. Há muitas pessoas nos grupos de apoio que querem ser seres humanos melhores e oferecer suporte a seus companheiros de jornada, pessoas comprometidas com uma transformação genuína”.

“Então, quando aqueles vídeos constrangedores apareceram na internet, meu relacionamento com David – e o relacionamento de David com o Megadeth – já havia começado a se deteriorar. De novo.

Será que David teria permanecido no Megadeth se aquele vídeo não tivesse vindo à tona? Quem pode dizer? Já vi muitos caras entrarem e saírem do Megadeth, e vivi turbulências suficientes com David para saber que o fim provavelmente estava próximo. Mas, certamente, o escândalo acelerou o processo”, concluiu Mustaine.

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