“Ian é um grande cantor, mas ele vem de um contexto completamente diferente”, observa Tony Iommi (Black Sabbath)

Ao longo das décadas, o heavy metal já nos pegou de surpresa ao unir, por exemplo, os mundos do Black Sabbath e Deep Purple, quando o Ian Gillan emprestou sua potente voz ao grupo de Tony Iommi. A alquimia musical aconteceu na primeira metade dos anos 1980 e rendeu apenas um álbum de estúdio, o polêmico Born Again.

Trocando uma ideia com a revista Guitar World, o eterno riff master do Sabbath falou brevemente sobre a parceria com Ian.

“Quando montamos aquela formação pela primeira vez [Ian Gillan, Tony Iommi, Geezer Butler, Bill Ward], tudo estava apenas no papel. Foi algo feito puramente por advogados. Ian é um grande cantor, mas vinha de um contexto completamente diferente, e foi difícil para ele chegar e cantar o repertório do Sabbath”.

“Para ser sincero, não gostei de algumas músicas daquele álbum, e a produção estava péssima. Nunca tivemos tempo de testar as prensagens depois da gravação, e algo aconteceu com o material até o momento do seu lançamento”, completou.

Born Again saiu em 7 de agosto de 1983 e chegou a atingir o 4° lugar das paradas britânicas e 39° nos charts dos Estados Unidos, no entanto, por conta da qualidade de som, as vendas do disco amargaram forte queda no mercado nos meses seguintes ao seu lançamento. A turnê do trabalho também fora bem complicada, com grande parcela dos fãs não aceitando o vocal de Gillan.

No final da curta turnê de divulgação do álbum, a parceria entre Black Sabbath e Ian Gillan azedou e chegou ao fim, com o vocalista voltando a se reunir com o Deep Purple e o Tony Iommi seguindo sua carreira com o disco Seventh Star (1986).

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