E o prêmio vai para… Confira a nossa lista dos Melhores do Ano de 2022

Finalmente, está chegando a hora em que o brasileiro vai poder estourar aquele champanhe comprado para comemorar o hexa, enquanto acompanha o show da virada e as listas de melhores do ano.

Por conta do isolamento da pandemia e do “retorno à normalidade”, o ano de 2022 foi fora do comum para o universo do metal, com lançamentos impactantes por parte de muitas das maiores bandas da atualidade.

Uma enxurrada de discos fantásticos, ao ponto que a maioria deles poderia figurar em primeiro lugar na lista. Por isso, nosso tradicional Top 12, excepcionalmente este ano, será um Top 20. Nós merecemos.

Mas antes de entrar no nosso Top 20 do Heavy Metal de 2022, alguns esclarecimentos: esta não é uma lista cult e não é focada em revelações, nem em metal extremo, nem no cenário underground. Só são incluídos álbuns de estúdio completos e inéditos. Os discos escolhidos não são os únicos bons do ano. E não há nenhuma pretensão de se causar polêmica ou de se criar a “lista definitiva”, apenas uma série de sugestões, como deveriam ser, afinal, todas as listas.

Sem mais delongas, vamos aos 20 discos que você vai apresentar para a vovó durante a virada!

TOP 20 – ÁLBUNS DO ANO

20 – BLIND GUARDIAN – THE GOD MACHINE
O grupo alemão agrega aspectos mais diretos, pesados e sombrios em sua melhor investida dos últimos tempos, trilhando o caminho inaugurado por seus compatriotas do Helloween para redefinir a sonoridade do power metal em termos mais modernos e interessantes.

19 – MEGADETH – THE SICK, THE DYING… AND THE DEAD!
Menos melódico e mais visceral, o novo disco da veterana banda agrada em cheio aos fãs de thrash metal e atesta a precisão técnica do time internacional de músicos convocados pelo “professor” Dave Mustaine.

18 – SLIPKNOT – THE END SO FAR
Não se pode dizer que o álbum é feito somente de acertos, mas, ao passo que explora o experimentalismo e se permite navegar pelas nuances do caos, o grupo americano abraça o caráter imersivo do sombrio, do bizarro e do perturbador, que permeia sua essência.

17 – SOILWORK – ÖVERGIVENHETEN
Os suecos escancaram sua vertente progressiva, que já vinha ganhando proeminência cada vez maior na musicalidade do grupo de melodic death metal, e conseguem apresentar mais um registro sólido em uma carreira extremamente consistente.

16 – BATTLE BEAST – CIRCUS OF DOOM
Completando uma década entre as bandas que mais cresceram no período, os finlandeses entregam um de seus melhores álbuns. A bateria em midtempo quase eletrônico conduz uma sonoridade acessível e polida, enquanto a competente vocalista Noora Louhimo adiciona o senso de urgência, em uma abordagem direta e despretensiosa do heavy metal.

15 – HALESTORM – BACK FROM THE DEAD
A banda americana demonstra o quanto amadureceu desde o som inocente de sua estreia, resolve dar o próximo passo e entrega seu álbum mais pesado até o momento. Back From the Dead é um desfile de canções de hard rock poderosas e pegajosas que abordam o turbilhão de emoções desencadeadas pela pandemia, entoadas com propriedade pela vocalista Lzzy Hale na melhor performance da carreira.

14 – OZZY OSBOURNE – PATIENT NUMBER 9
Após inúmeras tentativas desinteressantes, Ozzy finalmente consegue encontrar seu lugar através de uma sonoridade fresca e renovada, com foco no rock ‘n’ roll vintage. Não que o septuagenário Madman ainda precise provar algo, mas vê-lo lançar seu melhor disco em duas décadas é a mais grata surpresa de 2022. Ainda que não faça frente aos clássicos, Patient Number 9 é tudo aquilo que o álbum anterior (Ordinary Man, 2020) gostaria de ser.

13 – RAMMSTEIN – ZEIT
Capitaneado pela profunda e belíssima faixa-título, Zeit é um trabalho de viés gótico, mais um filho da pandemia que não faz questão alguma de esconder as inspirações de influência reflexiva dos últimos tempos. E é justamente essa atmosfera nebulosa que traz renovação ao metal industrial da banda, embora o disco não deixe de lado o aspecto explosivo, pervertido e irônico dos “malucos” alemães.

12 – SCORPIONS – ROCK BELIEVER
Os titãs retornam com um legítimo tributo à própria carreira, bebendo direto da fonte para criar um clima muito bem-vindo de nostalgia. Entre andamentos rápidos e cadenciados, entre o bluesy e o reggae, Rock Believer levanta emoções ao oferecer uma antologia enérgica de grandes momentos que remetem às melhores fases e facetas do inconfundível hard rock alemão, e já chega como o melhor disco do Scorpions em muitos anos.

11 – LAMB OF GOD – OMENS
Tiro de fuzil a meio metro, Omens é a epítome de uma banda que não faz concessões. Com riffs de quebrar o pescoço, uma cozinha avassaladora e um vocal que convoca para a desordem, os americanos não precisam ir muito além para exalar brutalidade e mostrar por que são verdadeiras autoridades do groove metal.

10 – MACHINE HEAD – OF KINGDOM AND CROWN
A entrada de sangue novo na formação trouxe uma injeção de ânimo para a banda americana, que retoma as rédeas no robusto Of Kingdom And Crown. O álbum clama por urgência e prende a atenção do primeiro ao último minuto com suas melodias tocantes e sua fórmula que mescla groove, thrash e heavy metal, impelindo o ouvinte a querer descobrir o que vem a seguir.

9 – AMORPHIS – HALO
Se já é costumeiro vê-los lançar uma obra-prima seguida da outra, a maestria dos finlandeses fica mais uma vez evidente em Halo, um álbum que mantém o esmero com os detalhes de sua inequívoca sonoridade prog/folk/melodic death metal, uma das mais cultuadas da cena. O incrédulo ouvinte é atraído a apertar o replay, seja para seu próprio deleite ou para procurar algum deslize no álbum, mas segue o spoiler: não há.

8 – THE HALO EFFECT – DAYS OF THE LOST
O que acontece quando alguns dos sujeitos mais cascudos do clássico “Som de Gotemburgo” resolvem se juntar em um supergrupo? A resposta é Days of the Lost, um álbum que não se preocupa em reinventar a roda (nem deveria), apenas entrega o suprassumo do melodic death metal que todos os seus integrantes, ex-membros do In Flames, ajudaram a construir. Para ouvir sem moderação.

7 – FIVE FINGER DEATH PUNCH – AFTERLIFE
Após uma conturbada fase no lado errado do paraíso (com o perdão do trocadilho), o grupo retorna ao auge de sua forma e vai além. AfterLife é uma válvula de escape e redenção para almas erráticas, uma declaração de quintessência do hard/heavy moderno ao melhor estilo americano.

6 – KREATOR – HATE ÜBER ALLES
Entre as bandas clássicas dos anos 1980, raras são aquelas que voltaram a jogar na primeira divisão e ainda brigar pelo título com tanto afinco quanto o Kreator pós-2000. Mais uma vitória de uma banda que não erra o gol (ao contrário da sua seleção na Copa), Hate Über Alles é um álbum de construções variadas, com liberdade para viajar entre toques de Iron Maiden e Accept, vocais femininos e passagens etéreas, além, é claro, de resgatar o mais puro thrash metal germânico.

5 – AMON AMARTH – THE GREAT HEATHEN ARMY
Todos sabem o que esperar dessa instituição sueca: vikings transitando entre a batalha e a taberna, ao som de canções memoráveis com riffs pujantes e guturais intensos. Tudo isso está presente em The Great Heathen Army, que, se não chega a ser um retorno às raízes, traz uma mudança controlada e apresenta momentos sombrios que flertam com o oldschool death metal em maior escala do que nos últimos registros. O resultado é uma coleção de hinos com a qualidade de sempre, capazes de causar histeria coletiva nos maiores festivais open air.

4 – PARKWAY DRIVE – DARKER STILL
Pode-se dizer que Darker Still é um esforço consciente da banda em soar mais acessível, embora, por incrível que pareça nesses casos, o resultado final seja simplesmente excelente. O álbum só vem a reiterar a explosão dos australianos como novos gigantes do metal, capazes de extasiar as multidões e garantir sua posição de headliners de grandes festivais por anos a fio. Um registro indispensável daquilo que se convencionou chamar de metalcore, apesar das graves limitações desse rótulo.

3 – GHOST – IMPERA
Para surpresa de ninguém, o novo disco do Ghost entra nas listas de melhores do ano, assim como todos os anteriores. O fenômeno sueco foge do autoplágio e demonstra em Impera que ainda não conhece limites para a criatividade do seu rock/metal de arena, cada vez maior e mais potente, que consegue incorporar porções generosas de AOR (leia-se: “farofa”) sem jamais soar brega. Espera-se que uma parcela de ouvintes vá insistir em dizer que essa não é uma boa banda, mas eles estão certos, pois o Ghost realmente não é bom… é sensacional!

2 – ARCH ENEMY – DECEIVERS
O furacão sueco conserva sua essência arrebatadora, mas segue firme no caminho de evolução que eleva seu melodic death metal à estratosfera, cada vez mais preparado para a posição de headliner nos maiores palcos do planeta. Seja pela estrela Alissa White-Gluz brindando o ouvinte com vocais limpos, ou pelo “supergrupo” de músicos exibindo equilíbrio ímpar entre agressividade e melodia a cada nota, Deceivers é um álbum irrepreensível de uma banda no auge, embora caiba a pergunta: em algum momento o Arch Enemy já fracassou?

1 – SABATON – THE WAR TO END ALL WARS
Com os acontecimentos do ano, o timing não poderia ser mais adequado para um álbum cujo título proclama “a guerra para acabar com todas as guerras”, que expõe toda a ironia por trás desse infame cognome da 1ª Guerra Mundial. Enquanto a História lamentavelmente se repete em um ciclo ferino de autoindulgência, a banda reafirma a simplicidade brilhante de seu heavy/power metal e justifica todo o gigantismo que os envolve, ao lançar um registro sóbrio e até melancólico, ainda que seja direto e bombástico como um disco do Sabaton deve ser. Se já teria presença garantida nas listas de melhores do ano, o contexto dá aos suecos o disputadíssimo número 1 de 2022.

MENÇÃO HONROSA

Com tantos all-stars entregando excelentes discos no mesmo ano, fica difícil sobrar espaço para todos. Então, optamos por oferecer a menção honrosa para algumas bandas menores, mas que também fizeram bonito e por pouco não entraram na lista: Allegaeon (Damnum), Venom Prison (Erebos), Once Human (Scar Weaver), Caliban (Dystopia), Immolation (Acts of God), Dagoba (By Night), Star One (Revel in Time), Demonical (Mass Destroyer), Confess (Revenge at All Costs), Septicflesh (Modern Primitive), Civil War (Invaders), Black Pantera (Ascensão), além das clássicas Hammerfall (Hammer of Dawn) e Saxon (Carpe Diem).

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