Dave Grohl tinha medo de tocar Smells Like Teen Spirit (Nirvana) após a morte de Kurt Cobain: “Parecia algo meio proibido”

Dave Grohl se juntou ao Nirvana como baterista quando a banda estava trabalhando no sucessor do álbum de estreia de 1989, Bleach, e dividia um pequeno apartamento com o saudoso vocalista Kurt Cobain.

De acordo com o músico, eles viviam praticamente na miséria, mas tudo mudou quando lançaram Nevermind, disco de 1991 que levou o grupo à fama mundial. O disco vendeu mais de trinta milhões de cópias ao redor do mundo por conta de faixas como Smells Like Teen Spirit, In Bloom, Come as You Are, Polly, Lithium e Breed.

Após o falecimento de Kurt Cobain em abril de 1994, Grohl formou o Foo Fighters, que já lançou doze discos de estúdio, conquistou mais de dez Grammys e bateu a marca de trinta e dois milhões de álbuns vendidos.

Em uma entrevista ao programa The Zane Lowe, da Apple Music, Dave Grohl disse tinha medo de tocar Smells Like Teen Spirit (Nirvana) após a morte de Kurt Cobain. Segundo o roqueiro, a execução do hit dos anos 1990 “parecia algo meio proibido”.

“É uma sensação muito estranha ter medo de tocar músicas. E, por muito tempo, eu tinha medo até mesmo de me sentar à bateria e tocar o riff de abertura de Smells Like Teen Spirit. Então, parecia algo meio proibido”.

Dave então destacou o que tornava o Nirvana tão especial: “O som que nós três fazemos juntos, você não encontra esse som em nenhum outro lugar.

Então, quando você está na sala e isso acontece – a forma como o Krist [Novoselic] toca suas linhas de baixo, o baixo que ele usa, o equipamento, a sua sensibilidade e o seu tempo -, é como se tudo isso se combinasse com o Pat [Smear] e aquela pegada de guitarra maluca dele, do estilo Germs”.

Ele continuou: “E aí, uma bateria com um som muito alto. É aquele tipo de coisa que, quando acontece, você pensa: ‘Caramba, lembro disso. Pô, não ouço isso há 35 anos. Meu Deus’. É um som realmente lindo, uma sensação linda”.

O músico encerrou recordando com carinho o amigo e companheiro de banda: “Eu sei que o Kurt foi um dos maiores compositores de todos os tempos, e isso era inevitável. Da forma como as coisas aconteceram era inevitável que as músicas dele fossem reconhecidas como algumas das melhores de todos os tempos”.

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