O vocalista e guitarrista Max Cavalera deixou o Sepultura no final de 1996, devido problemas pessoais com os outros três músicos – Andreas Kisser (guitarra), Paulo Xisto Jr. (baixo) e Iggor Cavalera (bateria). Cabe lembrar que a ruptura foi no momento em que a banda gozava de maior sucesso e prestígio no mercado internacional por conta do álbum Roots.
Depois disso, a banda brasileira começou uma peregrinação para encontrar o substituto ideal para o posto de frontman. E quem se candidatou à vaga foi o norte-americano Chuck Billy, do Testament, que é uma das lendas thrash metal.
Em conversa com o Mostly Yelling, Chuck Billy lembrou a tentativa de audição para o Sepultura em 1997. Ele contou que chegou atrasado, pois o Sepultura já tinha escolhido Derrick Green.
“Bem, eu acredito muito que as coisas acontecem por uma razão, e eu estava atrasado. Entreguei minha demo tarde demais. E achei que tinha feito um bom trabalho. Eles gostaram, mas também disseram: ‘Poxa, cara, obrigado por enviar, mas já escolhemos o Derrick’.
Eles já tinham tomado a decisão quando entreguei a demo. Mas foi divertido fazer. Naquele momento, eu não me lembro se fiz antes ou depois do álbum Demonic, do Testament, mas devíamos estar compondo a música naquele ano anterior.
Então, acho que foi nessa época, porque nós [do Testament] tínhamos feito todos os seis álbuns acordados com a Atlantic Six, e Demonic foi o nosso primeiro álbum fora da Atlantic, e éramos agentes livres. E não me lembro se foi pela Spitfire ou pela Eagle Rock ou com qual gravadora lançamos o álbum, mas as coisas definitivamente estavam mudando naquela época”.
Mesmo não fechando parceria com o Sepultura, Chuck Billy vem se mantendo muito bem na cena metal com o Testament. E apesar das críticas dos fãs, o grupo brasileiro também se saiu muito bem com os trabalhos de Derrick, lançando álbuns importantes como Kairos (2011), Machine Messiah (2017) e Quadra (2020).