Rafael Bittencourt explica por que considera Holy Land um álbum único no heavy metal

Holy Land é o segundo álbum do Angra, cujo lançamento original foi em 23 de março de 1996. O disco logo se tornou referência, com duração perto de uma hora, apresentando a mistura perfeita entre o heavy metal e influências da cultura brasileira.

Conceitualmente, o disco é bastante complexo, já que aborda a época das navegações entre os séculos XV e XVI, com ênfase no descobrimento do Brasil em 1500.

Em vídeo compartilhado nas redes sociais da banda, o guitarrista Rafael Bittencourt explicou por que considera Holy Land um álbum único no heavy metal.

“Eu acredito que Holy Land ainda soa muito poderoso. O que o torna muito poderoso até hoje é que ele é honesto e muito original pelo fato de sermos muito diferentes da base do metal.

Quando você pensa em metal em seu estereótipo, você pensa na cultura britânica e saxônica, na cultura nórdica, no medieval europeu, mitologias e idade das trevas. Isso abrange o ambiente principal do metal”.

Bittencourt seguiu com a sua reflexão: “Mas viemos de um país tropical, é muito quente e úmido; temos um cenário completamente diferente, então é diferente por causa disso, mas também porque falamos sobre tópicos existenciais como medo, ânsia pelo sucesso, vontade de se destacar quando você é adolescente e querer ser popular na escola. Tudo isso traz muita ansiedade e emoções”.

“Então, usamos esse tipo de emoção em um ambiente diferente, usamos muitas emoções do metal, mas convertidas à nossa cultura e nosso próprio cenário”, completou o guitarrista”.

 

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