A cena musical nunca escondeu o seu preconceito em relação as mulheres, principalmente o rock e metal que sempre foram um reduto mais masculino. A problema, no entanto, vem tomando maiores proporções e, infelizmente, não são poucos os casos de abusos psicológicos, financeiros, físicos e até mesmo sexuais.
Depois do caso da banda Dogma, a líder e guitarrista da Cobra Spell, Sonia Anubis, contou que sofreu abuso do empresário da Burning Witches, banda suíça que integrou por um breve período de tempo antes de tocar com a Crypta, conjunto brasileiro.
Por meio de uma sessão de perguntas e respostas nas redes sociais, ela expôs os vários dramas e abusos que sofreu.
“Eu nunca fui paga pelo Burning Witches como membro oficial e nunca soube a razão. Eu me comprometi integralmente e fui forçada a fazer várias coisas como tocar sempre com maquiagem. O empresário dizia que eu ficava feia sem maquiagem e faria papel de idiota”.
Ela continuou listando outros perrengues que passou: “Fui tratada de maneira rude e ofensiva, nunca fui paga pelas gravações que fiz parte, nunca tive um contrato e não podia dar entrevistas. Eu fui tratada como lixo”.
“Hoje em dia, eu luto diariamente para recuperar o entusiasmo e o brilho. Faço terapia por causa disso. Eu nunca falei nada disso antes porque tinha medo”, acrescentou. “Sigo com minha própria banda porque me sinto segura e porque não quero mais o risco de ser machucada”.
Apesar das sérias acusações, nenhum representante da Burning Witches refutou e ou comentou sobre as graves afirmações da guitarrista Sonia Anubis.
