O Guns N’ Roses alcançou um nível tão alto no mercado musical, que pouquíssimas outras bandas conseguiram se emparelhar a tal patamar. Metallica e Nirvana são os outros dois nomes que tiveram suas artes pipocando em praças fora da jurisdição rock n’ roll e praticamente na mesma janela de tempo.
Pessoas que pouco ou nada se importavam com o rock n’ roll ou com a música em geral se viram imersos nas melodias, refrãos e solos de Sweet Child o’ Mine, Patience, Nothing Else Matters, The Unforgiven, Smells Like Teen Spirit e Lithium. Foi uma confluência de energia fitando essas três bandas.
E como era de esperar, o êxito comercial subiu à cabeça de muitos músicos que estavam nessa montanha-russa desgovernada. Em 2019, em conversa com o The Desert Sun, o baterista Matt Sorum, que viveu essa experiência em primeira mão, falou sobre a vibração de quando os mundos de Guns e Metallica se cruzaram em uma turnê em 1992.
“A intenção de Axl [Rose – vocal GN’R] era dominar o mundo e ele não tinha medo de dizer isso. Aí veio o Lars Ulrich [baterista do Metallica], e ele também queria dominar o mundo. A gente pensou: ‘Vocês vão ter que abrir os shows pra gente porque nós dominamos o mundo’. Eles eram muito competitivos com a gente. O espírito era de competição e rivalidade”.
Como a história nos conta, a turnê foi marcada por muitas tensões, cancelamentos de shows do Guns por ação deliberada de Rose e atrasos. O ápice dos problemas rolou em Montreal, Canadá, quando o frontman do Metallica, James Hetfield, foi gravemente queimado em um acidente pirotécnico, o que obrigou o grupo a interromper o show.
Axl Rose poderia ajudar a contornar a tensa situação, mas preferiu encerrar a apresentação de sua banda precocemente alegando problemas vocais.
Os fãs perderam a cabeça e o motim rolou solto! Janelas foram quebradas, carros depredados, incêndios começaram e até um poste de luz foi arrancado. Trezentos policiais tiveram que ser chamados para que as coisas voltassem ao controle.