Há mais de uma década a relação entre os caras do Queensrÿche implodiu, com o vocalista Geoff Tate ficando de um lado e os outros membros – a saber: Michael Wilton (guitarra), Eddie Jackson (baixo) e Scott Rockenfield (bateria) – no outro canto.
Vale recordar que a briga que determinou o rompimento entre os músicos ocorreu em nossa terra, na cidade de São Paulo, em 2012. O show que aconteceu na capital paulista teve xingamentos, discussões e cusparadas entre os caras – e parte disso rolou na frente do público.
Em nova entrevista ao podcast Cassius Morris Official, Geoff Tate lembrou tensão nos últimos anos de Queensrÿche. Ele ressaltou que “havia pessoas amarguradas” na banda.
“Tenho uma banda maravilhosa, um grupo de pessoas que toca minha música comigo todas as noites. Estou cercado por pessoas que amam o que fazem e são felizes fazendo isso. E essa é uma mudança incrível na minha vida, porque no Queensrÿche, quando estávamos juntos, havia algumas pessoas amarguradas, que não estavam muito felizes com a posição em que estavam”.
O vocalista norte-americano prosseguiu com sua reflexão sobre o que o fez suportar as supostas pessoas amarguradas.
“Você fica meio que preso, de certa forma, porque você começou isso e está fazendo dar certo. E você tende a simplesmente aceitar essas situações difíceis e problemáticas e lidar com elas porque você tem essa coisa muito especial que a maioria das pessoas não tem e não experimenta, que é uma banda incrivelmente bem-sucedida que toca no mundo todo”.
“Isso é algo que você nunca pode dar como garantido, porque é algo único e especial, sabe? E aqui estamos nós, quinze anos depois [de sair do Queensrÿche], e as coisas estão ótimas”, finalizou o cantor.
Tate brigou na justiça pela marca Queensrÿche, mas quem levou a melhor foi Eddie Jackson, Scott Rockenfield e Michael Wilton. Apesar disso, Geoff tem autorização de tocar o material da banda em sua carreira solo.