Muitos artistas ficam com receio de fazer um ou outro comentário mais firme em desfavor ao colega de profissão. É um tipo de ‘fair play’ para não receber chumbo do público ou de estrelas da música. No entanto, a crítica pode andar junta com o respeito para que ninguém fique com o coração partido e, claro, ela se faça presente.
O saudoso Andre Matos, por exemplo, que foi um músico que ganhou notoriedade mundial ao comandar o microfone das bandas de metal Shaman, Angra e Viper, era uma pessoa que não curtia muito o movimento grunge.
Em 2004, durante entrevista ao programa Jornal MTV, que tinha apresentação do VJ Fábio Massari, o cantor teceu alguns comentários sobre o grunge, Pearl Jam e Creed.
É importante explicar que o pano de fundo para a fala de Andre era uma crítica que o PJ fez ao som de Scott Stapp (vocal), Mark Tremonti (guitarra), Scott Phillips (bateria) e Brian Marshall (baixo), devido a semelhança sonora entre suas bandas.
“Posso emitir minha opinião sobre o Creed também? Eu não gostei quando ouvi e continuo não gostando”, disparou Andre. “Acho que o Creed representa tudo que há – e me desculpem os fãs – de mais nefasto na música americana”.
Quando Massari o questionou sobre o motivo de não curtir a banda, Mattos completou: “Eu não sou muito fã de bandas grunge em geral, mas Pearl Jam é a melhor que já existiu”.
Grunge
O estilo musical surgiu na segunda metade dos anos 1980 em Seattle, Washington, EUA, mas ganhou fama nos quatro cantos do globo no início da década de 1990. Guitarras sujas, conteúdo lírico introspectivo e visual desleixado são algumas caractéristicas do estilo.
Vale mencionar que o grupo de elite do grunge era composto por Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains e Soundgarden. No segundo escalão vinha Mudhoney, Stone Temple Pilots, Temple Of The Dog, entre outros.
Andre Matos
Infelizmente, o Maestro do Rock morreu no dia 8 de junho de 2019, devido a um infarto agudo do miocárdio. Em sua discografia há trabalhos como Angels Cry (1993), Holy Land (1996) e Ritual (2002).