Hoje em dia é muito comum vermos bandas veteranas da cena heavy metal fazendo bastante grana com os materiais do passado em turnês comemorativas. Alguns fãs acham ruim, mas tem uma galera que chancela a ideia e faz a festa rolar. Isso é muito legítimo e faz parte do jogo, no final das contas.
No entanto, o negócio fica meio bizarro e sem brilho quando vários músicos e conjuntos resolvem fazer a mesma comemoração na mesma janela de tempo. Quer um exemplo? O álbum Holy Land, segundo disco do Angra, está recebendo no momento duas turnês distintas pelos seus trinta anos.
O próprio Angra vai mergulhar fundo em uma tour do álbum, assim como o baixista Luis Mariutti e o seu Frankenstein, ShamAngra.
No dia primeiro de abril, dia da mentira, o baterista Ricardo Confessori tirou onda com as muitas celebrações ao Holy Land. Em postagem nas redes sociais, ele escreveu que ia fazer 100 datas pelo mundo com vários convidados e que quase todos os ingressos se esgotaram.
Em nova entrevista ao canal Ibagenscast, Ricardo refletiu brevemente sobre o assunto e ressaltou que é preciso pensar em material novo.
“O AngraVerso ficou uma coisa gigante e repetitiva”, disparou Confessori. “Agora vem o disco Holy Land… Tem no mínimo três turnês [em comemoração aos trinta anos] de Holy Land. Eu estou vendo que vai ter. Tem que pensar para frente, no novo”.
“Daqui a pouco vai ter [a comemoração] de trinta e cinco anos, quarenta anos. Acho que já deu isso aí. Não precisa fazer uma turnê, é só lembrar. Faz um show de repente, o disco merece e é bom”, pontuou o baterista. “Já virou um pouco de muleta! Muleta para ter assunto e tal”.

