O cenário político norte-americano está repleto de otimismo nesta semana, devido a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato, mas, mesmo assim, parece que o vocalista do U2 não está no clima mais otimista.
Em conversa com o jornal de The Guardian, Bono admitiu que não está à altura de “liderar” a luta contra Donald Trump. O artista irlandês virou referência internacional associando seu trabalho artístico ao ativismo político e social, e até recebeu indicação para receber o Prêmio Nobel da Paz, mas parece não querer entrar no assunto, atualmente.
Em relação à campanha contra Trump e sua administração, Bono disse: “Fui convidado, mas sei que não estou à altura disso, não tenho capacidade para negociar com eles, é demais”.
“Sinto que não há um plano, uma estratégia para uma ação bem-sucedida, uma ideia original específica que eu possa apresentar a eles”, explicou. “Talvez devesse deixar isso para outra pessoa, e eu não sinto a liderança, é essa a palavra? Aquela coisa de achar que sabe o que fazer”.
Tudo indica que o foco de Bono está no U2, que vai lançar seu novo álbum, o décimo sexto de sua carreira, chamado Carnaval De Luz, em 13 de novembro de 2026 pela Island Records.
O disco é uma coleção de doze canções que exploram temas como espiritualidade, amizade, liberdade e resistência diante de forças sombrias que avançam.
Em termos de sonoridade, há ecos das obras mais experimentais da banda e um trabalho rigoroso de composição, presente em faixas como The Greatest Show On Earth, Glorify e Midnight Sunshine, e na homenagem de 2 minutos e 35 segundos à insolência surf punk que é Silencio.