Bruce Springsteen explica por que “música e política sempre estiveram interligadas”

O veterano Bruce Springsteen já admitiu que as reações negativas fazem parte de ser um artista político. O The Boss sempre foi um compositor político, mas, com a presença de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, ele acentuou esta sua faceta artística.

Agora, em entrevista para a organização sem fins lucrativos Home of the Brave, Bruce Springsteen explicou por que “música e política sempre estiveram interligadas”.

“Para mim, música e política sempre estiveram interligadas de alguma forma, porque o que é rock n’ roll ou hip hop? É uma expressão de liberdade”, afirmou. “Se você cresceu na década de 1960, cresceu numa época em que a música tinha voz em todos os setores; fazia parte do que parecia ser sua responsabilidade cultural”.

“Se você tinha uma plataforma, você a usava, e a usava politicamente, e isso não era controverso na época. Era o esperado. Então, com minha música, quero fazer você pensar sobre o que significa ser americano, sobre qual é a sua responsabilidade para com a sua comunidade, para com o seu país”.

O músico, no entanto, destacou que não espera que todo artista se manifeste politicamente: “Não sou alguém que necessariamente acredita que todo artista tenha que ser político. As pessoas usam a cultura e são culturalmente poderosas de muitas maneiras”.

Ao longo de sua carreira, Springsteen lançou 21 álbuns de estúdio, 7 álbuns ao vivo, 5 EPs, um livro de memórias best-seller, 236 apresentações esgotadas na Broadway, além de 20 prêmios Grammy, um Oscar, um Tony Award especial, Kennedy Center Honors, uma Medalha Presidencial da Liberdade, e lugares no Songwriters Hall of Fame e Rock and Roll Hall of Fame.

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