No concorrido pleito presidencial brasileiro deste ano, o mineiro Max Cavalera (Killer Be Killed, Nailbomb, Cavalera Conspiracy, ex-Sepultura) foi firme em sua posição e declarou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
Na campanha, ele publicou em suas redes sociais: “Poder pro povo lutando contra o fascismo. Vamos proteger a Amazônia. Protejam as tribos. A vida e pra todos não somente pros ricos com poder”. A postagem ainda tem uma foto do músico segurando uma placa com os dizeres: “Contra o racismo, contra os fascistas; Refuse/Resist, vote Lula”.
Com a vitória esmagadora de Luiz Inácio, cuja diferença de votos foi superior a 4,4 milhões, a galera que o apoiou está em festa, como é o caso justamente de Max e sua esposa, a americana Gloria.
Em publicação nas redes sociais, a empresária festejou a vitória de Lula e publicou um vídeo de Max tocando Territory, do Sepultura.
O músico tocou guitarra e cantou o primeiro verso do clássico do metal nacional, que é uma crítica aos conflitos armados, à manipulação política e religiosa, ao racismo e à intolerância. “Unknown man/Speaks to the world/Sucking your trust/A trap in every word” – “Homem desconhecido/Fala para o Mundo/Sugando sua confiança/Uma armadilha a cada palavra”, em tradução livre.
Já na legenda da publicação, Gloria escreveu: “Parabéns, Brasil! Estados Unidos, vocês são os próximos”, se referindo à extinção da extrema-direita no país.
Territory
Territory é a segunda canção de Chaos A.D., quinto trabalho de estúdio do quarteto brasileiro – Andreas Kisser (guitarra), Iggor Cavalera (bateria) e Paulo Xisto Júnior (baixo) -, o qual saiu em setembro de 1993.
O disco foi a consagração do Sepultura no mercado internacional e estabeleceu a banda como uma força da cena heavy metal noventista. Grupos como Korn, Slipknot, Deftones e Coal Chamber beberam na fonte de Chaos A.D. para criar as suas respectivas obras musicais.