Roger Waters é um indivíduo que tem um certo magnetismo para confusões. O artista inglês está sempre se metendo em alguma treta por falas ofensivas a políticos e colegas de profissão. Ele já arrumou briga com a família Osbourne, David Gilmour (Pink Floyd), David Draiman (Disturbed), Thom Yorke (Radiohead), entre muitas outras pessoas.
E Phil Collins, baterista e vocalista do Genesis, também já foi alvo de críticas severas de Waters, a qual surgiu por conta de sua música e dança presente no clipe de I Can’t Dance. Tempos atrás, em entrevista à revista Musician, Roger soltou os cachorros contra Phil.
“É possível traçar uma linha entre o que me interessa e o que não me interessa. De um lado, temos nomes como Bob Dylan e John Lennon, que observam o mundo e possuem sentimentos. Eles compõem canções a partir de sentimentos.
Do lado mais vazio, encontramos grupos pop que, precisando de material, escrevem suas próprias músicas apenas para preencher uma lacuna – em vez de recorrer a outra pessoa. Mas, na verdade, poderiam muito bem recorrer a outra pessoa, já que tudo não passa de um processo de fabricação”.
“Não é poesia, porque não brota do coração, das entranhas ou de onde quer que tenham vindo as canções de John Lennon ou de Dylan”, pontuou. “E parece que acabo sempre atacando o pobre Phil Collins. Mas é apenas porque ele está muito em evidência.
Ele é sintomático de muita coisa. Ele pode muito bem discordar, assim como seus fãs. Mas a sensação que tenho é a de que ele está fingindo ser um compositor ou um roqueiro. É uma encenação. É por isso que não é satisfatório. E esses vídeos reforçam essa sensação”.
Waters finalizou acentuando a crítica: “Se você se importasse com o que está fazendo, você não seria capaz de fazer aquela dança ridícula, um atrás do outro. Porque acharia impossível ridicularizar o seu próprio trabalho dessa maneira. ‘Sr. Picasso, achamos que esta obra venderia se o senhor ficasse pendurado pelos calcanhares em um guindaste, segurando-a de cabeça para baixo e com as calças arriadas’. Pablo não faria isso, porque ele levava a sério o que fazia”.