Ian Gillan (Anthrax) lembra primeira noitada de farra com Lemmy (Motörhead): “Acordei coberto de vômito e numa pilha de lixo”

Batendo um papo com o líder do The Smashing Pumpkins, Billy Corgan, que também apresenta o podcast The Magnificent Others, o guitarrista Ian Gillan (Anthrax) lembrou a primeira noitada de farra com Lemmy (Motörhead).

“A gente foi no clube St.Moritz, no Soho, então, quando entramos no local, vimos que Lemmy estava tá no bar jogando caça-níqueis. Eu não conseguia acreditar. Isso foi em 1985, e eu nunca tinha conhecido ninguém. Eu pensei: ‘É assim que Londres é? Se a gente for em outro pub, Steve Harris [Iron Maiden] vai estar lá, e a gente vai conhecer o Rob Halford [Judas Priest]’? Literalmente, naquele momento, o cara que eu achava que era a pessoa mais legal do planeta estava ali no bar”.

“Claro que eu não ia falar com ele”, continuou Ian. “Eu não conseguiria, de jeito nenhum. Mas depois de três cervejas, acho que foi o Xavier Russell, da Kerrang!, que me disse: ‘Vai lá, diz oi’. E eu acho que ele estava me armando uma cilada, porque o Lemmy ia me detonar, mas finalmente tomei coragem e fui até ele.

Eu disse: ‘E aí, Lemmy, tudo bem? Meu nome é Scott, estou aqui com a minha banda, Anthrax, fazendo a divulgação de um disco. Posso te oferecer uma bebida’? E aí ele olhou para mim e disse: ‘Você está na minha cidade. Vou te oferecer uma bebida. O que vai querer'”?

“Chegaram dois Jack and Cokes, e agora eu precisava tomar aquilo com ele, sem vomitar nas botas brancas dele e ser demitido pelo prefeito do heavy metal”, brincou.

“Depois de uns seis ou sete Jack and Cokes, começou aquela voz na minha cabeça, dizendo: ‘Você tá em maus lençóis, cara, você tá em maus lençóis mesmo, você tá muito bêbado’.

Acordei de manhã com Johnny Zazula, nosso empresário, me sacudindo: ‘Levanta! Levanta’! Íamos para Munique, a próxima parada da turnê promocional. E eu não conseguia me mexer, cada centímetro do meu corpo doía, e eu estava coberto de vômito, tinha vômito por toda parte.

Ele [empresário] me disse: “Vi quando você saiu correndo do bar, imaginei que talvez estivesse em apuros, porque sei que você não bebe. Então te segui e você estava correndo para cima e para baixo na rua, se jogando em montes de lixo no chão, gritando a plenos pulmões. E, depois do quarto ou quinto monte de lixo, você não saiu de lá. Te tirei de lá, te coloquei nas minhas costas, pegamos um táxi e aqui estamos. Vamos embora'”, completou o guitarrista.

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