O cantor e compositor Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii), 62, concedeu uma entrevista ao canal Potter Entrevista e refletiu sobre a sua intolerância ao que é consumido pela maioria das pessoas.
Além disso, o músico ressaltou a falta de desenvolvimento da capacidade de raciocínio crítico, reflexão profunda e autonomia intelectual, o que leva inevitavelmente ao emburrecimento, por assim dizer. Ele ainda chamou atenção para o fato de que algumas pessoas lucram com este sedentarismo cognitivo.
“Acho que eu sou espiritualmente claustrofóbico”, disse Humberto. “Os programas de rádio mais ouvidos, eu não ouvia. Eu tenho uma coisa do que é massa, fico muito cabreiro com as coisas, com esses movimentos”.
“Esses presets me irritam muito, porque acho que a gente corre o risco de perder o que tem de humano”, pontuou. “Por isso é tão ruim o momento que a gente vive no lance da política, porque perde o preset, perde o que tu tem de diferente dos animais, que é a sutileza”.
“Por isso eu parei de falar sobre futebol”, observou. “Mas aí começa a passar o tempo e o futebol é emburrecedor. Acho que as pessoas começaram a ganhar dinheiro com a burrice, limitação e com discurso exagerado”.
Com o comentário do entrevistador de que o “futebol tem que ser idiota, porque é absolutamente idiota gostar de um time de futebol”, Humberto completou: “Morrer por um país é idiota também. Mas é emburrecedor quando isso passou a ser um valor financeiro. E o lance de que meu time é maior, meu estádio é maior, acho tão emburrecedor”.
