“Falar que a gente não lê ou ignora a opinião do fã é mentira e muita hipocrisia”, diz Felipe Andreoli (Angra)

Cada estilo musical tem um perfil específico de fã! O pop possui mais apelo com o público jovem e feminino; o jazz fala mais a língua de pessoas mais maduras e o reggae fala bem com a galera mais paz e amor, que leva a vida de forma mais leve e descontraída.

Já a turma que acompanha o metal é mais sistemática e criteriosa, pois se atém aos detalhes das produções e performances de suas bandas favoritas. E em época de redes sociais, a relação entre o público e os artistas fica ainda mais próxima.

Em conversa com o músico Mateus Starling, o baixista Felipe Andreoli refletiu sobre esta natureza da atual cena musical. Além disso, ele teceu alguns comentários sobre a relação que o Angra mantém com os fãs e sobre o ímpeto de mudar artisticamente.

“Se eu falar para você que a gente não lê ou que a gente ignora a opinião do fã é mentira, porque, afinal das contas, você está colocando um disco no mercado, e é um produto que tem uma expectativa de performance mercadológica. Seria muita hipocrisia dizer que não acontece.

Mas, ao mesmo tempo, o que Angra sempre fez foi ter esse espaço de transformação, de mudança, inclusive de um disco para outro. Se você pegar Holy Land e Fireworks, que tem exatamente a mesma formação, são discos completamente diferentes”.

Ele continuou: “E ao longo da história do Angra, a gente sempre teve essa característica de mudar, e a gente jamais teria feito isso se a gente tivesse ouvindo o fã, porque o fã normalmente é o cara que quer preservar. E a gente como músico, a gente está sempre pesquisando, ouvindo, indicando bandas um para o outro, e isso vai se refletir”.

“O início de nossas ideias sempre vem com essa carga de experimentação do que a gente está fazendo naquele momento. Então, a gente entende o que é o Angra melhor do que qualquer pessoa. A gente vive isso o dia inteiro”, completou o baixista.

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