O Metallica está no mercado fonográfico há mais quarenta anos, o que é uma dádiva para algumas pessoas e o pesadelo para outros indivíduos. E muito dessa longevidade se dá pelo ímpeto de sempre ousar em sua arte e por construir uma comunidade em torno de si com a sua música sendo passada de pai para filho ou de um irmão mais velho para o caçula, por exemplo.
Além disso, o grupo, mesmo não tendo nenhuma obrigação, sempre estendeu à mão aos grupos de menor expressão. Raven, que foi uma das influências para James Hetfield e Lars Ulrich, já abriu vários shows do Metallica.
Estas ações de apoio acabam, no final das contas – e mesmo que não seja o objetivo primário – atuando como um marketing a favor dos caras.
E embora seja bem difícil ver Papa Het e companhia criticando colegas de profissão, isto já aconteceu anos atrás em entrevista para a revista Playboy, e acabou sobrando para o Limp Bizkit e Rage Against the Machine.
Quando o entrevistador Rob Tannenbaum comentou que as bandas metal que estavam nas paradas de sucesso eram ruins, Kirk disparou: “Tem muito lixo. Muita coisa requentada também. Aquele riff principal da música do Papa Roach (Last Resort) vem de uma música do Iron Maiden chamada Hallowed Be Thy Name”.
James seguiu citando o que o incomodava: “O Limp Bizkit me parece meio caricato. Não gosto de um cara simplesmente gritando. Tipo o Rage Against the Machine, Não era canto, era só um cara meio revoltado expondo a opinião dele”.
O guitarrista Kirk Hammett completou: “Para mim, o Limp Bizkit soa como um Korn de segunda categoria. O Korn tem um vocalista muito melhor, que é até certo ponto inteligente. Muitas dessas bandas pegam os ingredientes certos, a fórmula certa e – voilà têm uma banda de metal. Uma banda como o Godsmack é apenas uma mistura de Metallica e Alice in Chains, com um toque de Korn”.