John Lydon é um indivíduo que gosta de uma encrenca, visto que já arrumou confusão com seus ex-colegas de trabalho, os caras do Sex Pistols, desde o primeiro dia de parceria. Se os seus conflitos ficassem restritos apenas ao seu círculo próximo seria menos pior. O punk rocker, no entanto, gosta de expandir os horizontes, e isto inclui as brigas e as críticas às estrelas do rock.
Tempos atrás, em entrevista ao jornal inglês The Guardian, John Lydon se irritou com o mercado fonográfico, o que acabou sobrando para nomes como Phil Collins (Genesis) e Axl Rose (Guns N’ Roses).
“Não quero que o ‘establishment’ me aceite de forma alguma, porque eu o desprezo profundamente. É uma tremenda besteira, e eu não quero tapinha nas costas do Phil Collins, obrigado. Para mim, isso seria o pior insulto possível.
Não quero ficar convivendo com o Guns N’ Roses numa cerimônia de premiação idiota tipo o Rock n’ Roll Hall of Fame, dando tapinha nas costas dos caras e dizendo: ‘É, não somos todos uns sujeitos fantásticos porque vivemos rápido demais e morremos jovens – espero morrer antes de envelhecer -, não somos demais’? Alô! Alô! Vamos cair na real”.
Ele aprofundou sua crítica ao líder e vocalista do GN’R: “Axl Rose! A desculpa medíocre dele para não falar comigo é que ele estava no estúdio gravando. Esse é um cara que, ao mesmo tempo, diz que adora o meu estilo de cantar. Você é uma farsa, e eu não estou nem um pouco impressionado”.
Fica evidente que, com sua postura franca e sem filtros, Lydon transforma as polêmicas em armas – e este continuará sendo o recurso principal de seu arsenal. Todavia, no final do dia, se isto traz benefícios à sua carreira ou fecha portas, só ele tem como fazer uma aferição profunda.
