Paula Lavigne culpa as bets pelos shows vazios e pede ao presidente Lula que “acabe com esse horror”

A atriz Paula Lavigne, esposa do cantor Caetano Veloso, teve um encontro no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na reunião, Paula, que também atua como produtora, falou sobre a presença das plataformas de apostas esportivas – popularmente conhecidas como bets – no mercado brasileiro.

O ponto de sua crítica é o impacto das bets em nossa sociedade e sobre quanto do dinheiro que antes ia para os setores de entretenimento e cultura mas que agora tem como destino as casas de jogos e apostas.

“Eu promovo show há 40 anos e eu nunca vi nada igual, as plateias estão vazias, vazias”, lamentou a empresária.

A carioca seguiu pontuando que eventos gratuitos lotam, ao contrário dos pagos, que ficam com cadeiras vagas. Além disso, ela fez referência às emendas parlamentares destinadas aos concertos de artistas sertanejos.

“E a gente ouve de todo mundo que tem muita oferta, isso e aquilo. Acho engraçado porque quando a gente faz um show público, de graça, o público vai. Lota! Vide as emendas da gente com os sertanejos sendo gastas”.

Especificamente sobre as plataformas de apostas, ela disse: “Então, o meu pedido é que acabe com esse horror no Brasil. A gente vivia sem isso. A gente era feliz e não sabia. A gente não tinha bet na vida da gente”.

“O artista chega no show, o Caetano, a Marisa Monte, a Anitta, o próprio Emicida, eles podem dizer: ‘Eu não vou fazer um show patrocinado por bet’. Mas os artistas pequenos não, presidente. Eles chegam lá, eles têm que fazer, senão eles não vão viver”, acrescentou em tom de lamentação.

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