O Brasil já ofertou ao rock n’ roll e heavy metal músicos e instrumentistas de extrema qualidade técnica e diferenciado requinte para a difícil arte de compor. A lista é grande, contudo, é um crime inafiançável não citar o trabalho de Andre Matos (Shaman, Angra, Virgo), Kiko Loureiro (ex-Angra, ex-Megadeth), Edu Ardanuy (Sinistra, ex-Dr. Sin), Edu Falaschi (ex-Angra, ex-Almah) e Eloy Casagrande (Slipknot, ex-Sepultura).
Além da música, Andre era virtuoso nas palavras e nas reflexões sobre a vida em sociedade. Em diversas oportunidades ele demonstrou muito respeito e carinho pelo nosso país, bem como orgulho de ser brasileiro.
Em 2013, durante entrevista ao canal Invasão Rocker, Andre ponderou sobre o Brasil, apontou o maior problema da nossa nação e ainda deu dica de leitura aos fãs.
“Brasil é um país pelo qual a gente tem que brigar”, disparou Andre. “Só que a gente não consegue brigar pelo Brasil se a gente não entender de onde vem as mazelas do Brasil. Então, é legal a gente aprender sobre a história brasileira e saber de onde vem todos esses cacoetes políticos, culturais e comportamentais do povo brasileiro”.
Ele continuou: “Isso não tem a ver com classe social, credo ou cor. Não é nada disso. Estou falando muito sobre o Brasil, mas precisa falar. Eu, atualmente, estou lendo, e recomendo a leitura do livro que saiu do Laurentino Gomes, o 1889. É o final da trilogia que começou com 1808; depois 1822, que foi a Independência, e a Proclamação da República em 1889.
Leiam os três livros se vocês puderem. Não estou fazendo propaganda, não estou ganhando nada para isso. É porque achei muito bom. Quando você lê e termina a trilogia, você começa a entender muito mais o que é o Brasil e o porquê do Brasil ser do jeito que é”.
“Talvez sabendo disso, conhecendo a nossa própria origem, a gente tem uma luz para fazer a virada, encabeçar essa mudança”, ressaltou. “Eu não desisto do Brasil. Tem que botar a mão na massa. As pessoas têm que trocar mais ideias e pensar menos individualisticamente, porque esse é o grande câncer do Brasil, o individualismo”.
