Após a década de 1980, o hard rock pomposo cheio de laquê, brilho labial, roupas espalhafatosas e solos de guitarra encontrou muitos desafios para ter aderência nos anos 90. O público se cansou desse formato musical e começou a curtir o grunge, estilo que era o oposto do hard rock, pois tudo, visual e música, era mais simples.
Na mesma toada, o heavy metal também sofreu alguns baques, já que a imprensa e o setor empresarial só tinham olhos ao novo gênero musical. Nomes veteranos da música pesada como Iron Maiden e Judas Priest sofreram com a mudança mercadológica.
Nessa mesma época de turbulência para o metal, o Judas viveu o próprio drama com a saída de Rob Halford e a entrada de Tim ‘Ripper’ Owens. Em conversa com a Rádio Futuro, o cantor norte-americano lembrou os desafios que enfrentou.
“Foi uma época difícil, não foi? Foi uma época bem difícil”, disparou Tim. “Eu não poderia ter entrado para o Judas Priest em uma época pior para o heavy metal, né? Era simplesmente muito ruim. O metal começou a voltar na época em que eu saí do Judas Priest. Quando Rob voltou, o metal começou a ressurgir com essas grandes turnês, e foi ótimo”.
Ripper pontuou: “Sabe de uma coisa? O Judas Priest precisava do Rob de volta naquela época. Acho que isso provavelmente ajudou muito a trazer o heavy metal de volta. Tinha o Iron Maiden trazendo Bruce Dickinson de volta e o Priest trazendo Rob de volta”.
“Acho que isso deu um pequeno ressurgimento ao gênero. Mas eu estava no Priest durante uma época terrível para o heavy metal”, acrescentou.
Tim ‘Ripper’ Owens entrou para o Judas Priest em 1996 em circunstâncias curiosas. O baterista do grupo, Scott Travis, recebeu um material de Owens cantando com uma banda cover do Judas Priest que se chamava British Steel.
Basicamente, os caras da banda curtiram o conteúdo do cantor e o chamaram para assumir a bronca de substituir Rob Halford. A parceria rendeu dois trabalhos de estúdio: Jugulator (1997) e Demolition (2001).
