Ratos de Porão não tem toneladas de grana que dá discórdia como aconteceu com o Raimundos, segundo João Gordo

Recentemente, o Ratos de Porão passou pelo Sesc Rio Preto em celebração aos 45 anos de luta no punk rock. A pagina RPindica (Rio Preto Indica) aproveitou a passagem da banda pela cidade e foi bater um breve papo com o vocalista João Gordo.

Ao ser questionado sobre o segredo da longevidade de uma banda de punk rock e hard rock em um país como o Brasil, o artista paulistano apontou a amizade entre os músicos e a ausência dos dramas relacionados ao dinheiro como os fatores preponderantes para a durabilidade da banda.

“A gente faz o que gosta, não tem muita cobrança entre a gente”, começou Gordo. “A gente é amigo pra caramba, e não tem grana, né? Não tem toneladas de grana que dá discórdia como aconteceu com o Raimundos, que todo mundo viu aí nos bagulho. O nosso é bem tranquilo”.

O cantor completou: “A gente consegue viver da banda. Estamos há 45 anos nessa! E o nosso objetivo é tocar, fazer hardcore e metal e viajar pelo mundo”.

O Ratos de Porão se mantém ativo no mercado musical como uma grande força do hardcore, punk e crossover nacional. O trabalho de estúdio mais recente dele é o Necropolítica, de 2022. A produção do disco ficou por conta da própria banda no estúdio Family Mob, em São Paulo. A mixagem foi feita por Fernando Sanches no estúdio El Rocha.

O quarteto – João Gordo (vocal), Jão (guitarra), Juninho (baixo) e Boka (bateria) – segue sacudindo a cena roqueira do nosso país com shows energéticos e repletos de manifestações políticas e sociais.

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