Dave Mustaine (Megadeth) compara a forma atual e passada de aprender guitarra: “A gente aprendia levantando a agulha do disco”

É totalmente normal que os nossos heróis das seis cordas tenham os seus próprio ídolos, músicos que inspiraram a sua forma de tocar e compor. Gente que marcou a história do rock como Dave Murray (Iron Maiden) e Kirk Hammett (Metallica), por exemplo, se orientaram por caras como Michael Schenker (UFO) e Paul Kossoff Free).

Em conversa com Jon Chang, do canal YSOLIFE, Dave Mustaine, que é uma lenda da guitarra thrash metal, comparou a forma atual e passada de aprender guitarra. No bate-papo ele ainda citou os músicos que admira.

“Entre os guitarristas europeus, há muitos caras que tocam com uma palhetada muito rápida, mas, desde que Yngwie [Malmsteen] surgiu, todos os outros são apenas caras que tocam com uma palhetada muito rápida”, analisou Dave.

“Antes do Yngwie, quando um guitarrista realmente excelente surgia na cena, você tinha o [Michael] Schenker [UFO e Scorpions], ou o Angus [Young, AC/DC], ou o James [Hetfield, Metallica] ou eu mesmo, e nós éramos guitarristas com estilos realmente distintos”, observou. “Havia os caras do [Iron] Maiden, mas depois houve aquela explosão, e hoje existem tantos guitarristas muito bons, especialmente por causa dos softwares com os quais eles podem aprender a tocar”.

“Eu diria que a preferência por alguns dos meus guitarristas favoritos tem muito a ver com a época em que eles surgiram. E eu diria que, para camadas de guitarra e sonoridades, a escolha seria Jimmy Page [Led Zepelin].

Pela excelente escolha de notas, seria David Gilmour [Pink Floyd]. Por ser ‘metal pra caramba’ numa época em que não existiam guitarristas de metal, Ritchie Blackmore [Deep Purple e Rainbow]. Eu não sou fã de teclado, então eu teria preferido que eles fossem um pouco menos Purple e tivessem dispensado o tecladista. Mas ele era ótimo. E, claro, como eu disse, AC/DC com o Angus, e UFO com Michael Schenker. É aquele tipo de cenário de ‘última ceia’ que eu gostaria: ter esses caras comigo”, completou.

Sobre a forma atual e passada de aprender guitarra, Dave disse: “Quando começamos, não existiam todos esses aplicativos. A gente tinha que aprender levantando a agulha do disco, voltando alguns sulcos, soltando-a de novo e torcendo para que ela caísse exatamente no mesmo lugar para que pudéssemos pegar a guitarra e a palheta na hora certa e tocar junto com a música novamente. Isso até começarem a surgir os toca-fitas que permitiam diminuir a velocidade ou voltar a música com facilidade. Mas era assim que a gente aprendia”.

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