No começo da década de 1990 o Guns N’ Roses ainda colhia os louros do debute Appetite for Destruction, quando lançou os audaciosos Use Your Illusion 1 e 2. No comando das paradas de sucesso, o Guns era um dos poucos nomes do rock que davam as cartas no mercado fonográfico.
Com isso, a banda escolhia quem leva para a estrada como ‘open act’ e expunha aos seus fãs. Nomes como Faith No More, Soundgarden, Skid Row e Nine Inch Nails mostram as suas artes ao público de Axl Rose, Slash e companhia.
Em conversa com o pessoal da Q Magazine, Trent Reznor (Nine Inch Nails) lembrou a péssima experiência de tocar com o Guns N’ Roses. Ele até chamou o público do Guns N’ Roses de hostil e imbecil.
“Foram apenas alguns shows, e algumas das piores apresentações que já fizemos, diante das plateias mais hostis e imbecis que já enfrentei. Eles estavam lá para curtir rock. O que eles não queriam era uns caras com pinta de gay tocando sintetizadores barulhentos, e deixaram isso bem claro para nós”.
Dessa mesma turnê, Trent ainda lembrou especificamente de um show na Alemanha, no qual os fãs foram especialmente agressivos.
“Havia milhares de pessoas ali, de pé, levantando o dedo do meio para a gente. Pedaços de linguiça eram jogados no palco. Tentei apagar isso da memória”.
Trent Reznor canalizou a experiência ruim para criar The Downward Spiral, segundo disco do Nine Inch Nails que aprofundou a sonoridade industrial com sons como Heresy, March of the Pigs, Piggy, Closer e Mr. Self Destruct, e o resto é história.
