Todo mundo sabe que nas décadas de 1970, 1980 e 1990 rolaram abusos de todas as sortes. Dos excessos no visual com os famosos penteados de poodle aos mais loucos comportamentos dos rock stars à la Ozzy Osbourne, Tommy Lee (Mötley Crüe) e Chris Holmes (ex-W.A.S.P.) que bebiam até cair, literalmente, os períodos foram marcantes para os músicos e para os fãs.
Quem viveu um pouco desse descontrole foi o brasileiro Max Cavalera, quando o Sepultura virou figura presente no mercado musical norte-americano e europeu. Em sua biografia My Bloody Roots: From Sepultura to Soulfly and Beyond, Max recorda muitas histórias curiosas, tensas, felizes e até nojentas.
A cota nojenta, por exemplo, fica por conta do episódio em que ele vomitou no vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder.
O caso aconteceu em 1992, quando o Ministry divulgava seu quinto álbum de estúdio, Psalm 69: The Way to Succeed and the Way to Suck Eggs, pelos Estados Unidos, e o Sepultura era a banda de abertura. Como os caras eram frequentemente convidados para as festas de Al Jourgensen e amigos, as coisas saíam do controle, regulamente.
Após um show em Seattle, os caras do Soundgarden e do Pearl Jam apareceram nos bastidores para cumprimentar as bandas. Mas a combinação de festa, doses cavalares de rum – entre outras coisitas – e a empolgação do momento fizeram com que Max perdesse o controle e vomitasse em cima de Vedder.
Apesar do incidente nada agradável, Eddie manteve a compostura social quando Max ainda lhe pediu um autógrafo para sua irmã.
Histórias de bebida, porres homéricos, morte, libertinagem e toda sorte de selvageria, que mais se parecem com os tais Contos da Carochinha, coalham a cena rock n’ roll. E por mais infames que sejam as histórias e tenham contornos de surrealismo, elas são reais, como a de Max Cavalera.