Heavy metal no Brasil é semiprofissional; não tem estrutura, não tem nada, segundo Bill Hudson

Tirar uma banda de rock n’ roll e heavy metal do papel é bastante difícil! Conseguir se manter no mercado e, posteriormente, alcançar sucesso deixa tudo ainda mais complexo.

A coisa fica mais aguda em nosso país, pois enfrentamos dificuldades em todas as etapas do processo com equipamentos caros, casas de shows com pouca ou nenhuma infraestrutura, produtores amadores – às vezes picaretas -, público pouco aberto ao novo e por aí vai.

Portanto, para quem deseja vingar nesse mercado, o ideal é ter grana no bolso para bancar a “brincadeira” em praças europeias e norte-americanas. Bons contatos, sangue frio para contornar os desafios, boas doses de paciência e um produto original também ajudam na obtenção de bons resultados.

O guitarrista Bill Hudson (Doro, I Am Morbid, NorthTale) é um bom exemplo de músico que deixou o Brasil para tentar a sorte no mercado internacional. Recentemente, ele concedeu uma entrevista ao canal Ibagenscast e respondeu a famigerada pergunta: “Você acha que é possível ter uma carreira/banda no heavy metal no Brasil”?

Bill respondeu: “Eu não acho! Sinceramente, eu não acho. Acho que é literalmente impossível. É como querer ser jogador de futebol profissional no Canadá. Não tem estrutura. Você começa jogando contra o público. O público se ofende porque você está tentando competir com o Angra, se ofende porque você está competindo com a banda deles também. Então, não dá”.

“Como latino-americano, acho que não dá em nenhum lugar da América Latina. Tem que ir para a Europa, tem que ir para os Estados Unidos. Tem que ir a lugares onde o heavy metal é profissional. No Brasil, [o metal] é semiprofissional. Não tem estrutura, não tem casa, não tem nada. Seria legal se desse [para viver de metal no Brasil]. Se desse, eu nunca tinha saído daí”, completou o músico.

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