Muitas pessoas, inclusive da cena pesada, já declararam a morte do rock n’ roll. Essas pessoas alegam que não há mais novas e grandes bandas no mercado, dessa forma, é um setor que ainda se agarra aos antigos nomes como Iron Maiden, Metallica, AC/DC e Guns N’ Roses para lotar estádios e arenas.
É verdade que os tempos do rock em figurar em reclames de cigarro, refrigerantes e em trilhas sonoras de atrações populares já passaram. Tirando os medalhões, o estilo se mantém vivo e pulsante no underground, o que não é nenhum demérito.
Em entrevista ao Cumulus Podcasts, o vocalista do The Rolling Stones, Mick Jagger, refletiu sobre o assunto e afirmou que o rock não morreu, apenas soa diferente agora. O roqueiro usou Angry, faixa do álbum Hackney Diamonds, de 2023, como pano de fundo de sua reflexão.
“Angry é como uma música de rock atual, de certa forma, porque tem muito espaço… comparada às músicas de rock de épocas anteriores, nas quais você tinha muita coisa acontecendo o tempo todo. Enquanto isso, essa música vai se fragmentando. Você só tem baixo, bateria e vocais. Sabe, só guitarras e baixo. Então, há muito espaço em uma faixa como Angry, o que a faz soar mais atual do que soaria nos anos 70 ou 80”.
A postura receptiva de Mick Jagger sobre as novas características do rock mostra que a velha-guarda não está hermética ao que está acontecendo no mercado fonográfico. Essa sinalização positiva de Mick colabora para que os fãs abram os ouvidos aos calouros do rock n’ roll.