Iggor Cavalera possui mais de trinta anos de carreira, a qual rendeu dez discos de estúdio com o Sepultura e quatro álbuns com o Cavalera Conspiracy, que é um projeto ao lado do irmão, Max. Ele também assinou o nome em obras da Rita Lee, Titãs, Nailbomb e outros.
Com isso, o músico brasileiro tem muita experiência no mercado musical e muita história para contar. Em conversa com o canal Polyend, Iggor falou sobre sua relação com a bateria e a sua evolução no instrumento.
“Minha relação com a bateria continua evoluindo”, disse o mineiro. “Estou constantemente explorando novas ideias e perspectivas, o que mantém o instrumento empolgante e vivo para mim. Tudo começa com o ritmo. Antes da melodia, antes da harmonia, existe a pulsação. Tocar bateria vem de dentro. É físico, mas também emocional. Vem da alma. É algo profundamente instintivo e humano. É isso que me manteve conectado a ela todos esses anos”.
Iggor encerrou tecendo alguns comentários sobre as suas bases na bateria: “As minhas raízes estão no metal e no punk, naquela energia bruta, naquela urgência, naquela honestidade quase confrontadora. Essa é a base que moldou tudo.
Mas, com o tempo, passei a me interessar mais por espaço, textura, repetição e transe. A agressividade ainda está lá, mas se transformou. É menos sobre velocidade ou potência e mais sobre profundidade e intenção”.

