Roger Hodgson Emociona Fãs Cariocas Com Show Impecável

As artes, sob linhas gerais, têm a maravilhosa atribuição de emocionar àqueles que se propõe a admirá-las e apreciá-las, no entanto, há alguns artistas, bem como suas respectivas obras, que se colocam de uma forma tão intimista e em total sintonia e harmonia com o público ao ponto de passar dos limites do emocionar, alcançando o estado de uma catarse emocional onde todos estão orbitando na mesma atmosfera de felicidade, prazer, alegria e animação.

E foi sob tais predicados que a noite de ontem (26) dos cariocas pode ser descrita quando o compositor, cantor, multi-instrumentista e gênio criativo, Roger Hodgson, deu os primeiro acordes de Take the Long Way Home para um Metropolitan repleto de apreciadores de sua encantadora música. Com a simpatia, atenção e carinho de raro registro no meio musical, Roger deu as boas vindas ao seu público e prometeu que as duas horas seguintes seriam pura alegria. Dito e feito! School, uma das mais legais e magnificas canções do Supertramp veio levantar, ainda mais, os ânimos dos cariocas.

De seu primeiro álbum solo, o ótimo In the Eye of the Storm, Hodgson presenteou o público com a dançante, In Jeopardy, assegurando que o nível de animação não saísse do nível máximo. Acompanhado por músicos tarimbados – David Carpenter (baixo e vocal); Aaron Macdonald (teclado, vocal, saxofone, clarinete, flauta); Armen Chakmakian (teclado, piano, vocal) e Bryan Head (bateria) –, Roger fez sua música passear com leveza e delicadeza em meio aos fãs, convidando a todos cantarem os versos calmos de Lovers in the Wind, bem como as melodias e letra do clássico Breakfast in America.

Entregando-se da forma mais pura e sincera ao seu público, o músico apresentava e contava um pouco a história de cada canção, e de tal forma que Roger confessou sua timidez juvenil e explicou o porquê da brilhante Hide in Your Shell. O disco Open the Door foi relembrado pelas pérolas Along Came Mary e Death and a Zoo, já The Awakening foi tocada pela primeira vez, na atual turnê, para os fãs cariocas.

Certo do belo trabalho realizado com sua ex-banda, o Supertramp, Roger Hodgson brindou a plateia com canções imortalizadas e clássicos absolutos do teor de The Logical Song, If Everyone Was Listening, Child of Vision e Dreamer, tendo na progressiva e complexa Fool’s Overture o fechamento da primeira etapa da noite.

Para o bis, o cantor trouxe a animação com a excelente Had a Dream (Sleeping With the Enemy) e convidou a todos cantarem o refrão festivo e contagiante da ótima e Give a Little Bit, tentando fechar a apresentação com a alegre e divertida It’s Raining Again. Pois é, a citada It’s Raining Again seria o encerramento da noite, mas sob incessantes pedidos de mais música e agitação do público, Roger repete; para felicidade e histeria total dos fãs que naquele momento da apresentação já se encontrava a frente ao palco a pedidos do próprio Hodgson; a maravilhosa The Logical Song, levando os cariocas ao pleno êxtase.

Como prometido, Roger Hodgson presenteou o público carioca com duas horas da mais bela, elegante e requintada alquimia entre arte e ingredientes tão necessários como felicidade, prazer, alegria e animação. A certeza que ficou é que o ex-Supertramp é um artista que está na restrita e cobiçada categoria de lenda, que sua arte emociona da forma sincera e prazerosa imaginável e, lógico, que o público carioca já conta os dias de sua volta à cidade do Rio de Janeiro.

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