O Ratos de Porão iniciou carreira na alvorada dos anos 1980, época que o Brasil ainda estava mergulhado na ditadura militar e repressão. Com isso, estar em uma banda de rock, principalmente em um grupo de punk rock, era definitivamente desafiar o sistema e flertar com o perigo.
Ainda assim, os caras não desanimaram e enfrentaram todas as adversidades que encontraram pelo caminho, e não foram poucas. De muquifos que se transvestiam de casas de show até repressão policial e militar, a banda enfrentou de tudo um pouco.
Além da música, os artistas tinham um amuleto que os ajudavam nas enrascadas que surgiam pela frente. O vocalista João Gordo, em sua conta oficial no Instagram, mostrou o talismã de proteção da banda.
Na legenda da postagem, o cantor, em tom de alegria, escreveu: “Sem querer achei a figa do Junkeira. Nós levávamos isso nos shows como amuleto em 1986. Chuva, show roubada e povo hostil era mato”.
Veja o patuá da sorte do Ratos de Porão nos anos 1980:
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E parece que surtiu efeito, o Ratos de Porão se mantém ativo no mercado musical como uma grande força do hardcore, punk e crossover nacional. O trabalho de estúdio mais recente dele é o Necropolítica, de 2022. A produção do disco ficou por conta da própria banda no estúdio Family Mob, em São Paulo. A mixagem foi feita por Fernando Sanches no estúdio El Rocha.
Desde então, o quarteto – João Gordo (vocal), Jão (guitarra), Juninho (baixo) e Boka (bateria) – está sacudindo a cena roqueira do nosso país com shows energéticos e repletos de manifestações políticas e sociais.