Bruce Dickinson conta detalhes sobre seu tratamento de câncer: “Tive 33 sessões de radiação”

Em 2015, Bruce Dickinson (Iron Maiden) passou por um momento bastante delicado em sua vida pessoal: ele foi diagnosticado com um câncer na garganta. O cantor chegou a descrever como um “tumor do tamanho de uma bola de golfe na base da minha língua e um do tamanho de um morango na garganta.

Dickinson passou por trinta e três sessões de radioterapia e foi submetido a nove semanas de quimioterapia ao mesmo tempo. Portanto, não foi fácil, não! Foi um período muito tenso e de muitas dores físicas e emocionais.

Em conversa com a coach vocal Elizabeth Zharoff, do canal The Charismatic Voice, Bruce contou detalhes sobre seu tratamento de câncer.

“Não houve cirurgia! Mas tive 33 sessões de radiação. Foram cinco sessões por semana durante seis semanas. O total que administraram foram duas doses de radiação ionizante por dia, o que é uma dose bem forte. Acho que 13 doses de radiação ionizante são uma dose letal de radiação para o corpo todo.

Tive 66 doses de radiação ionizante em seis semanas e meia, todas na cabeça e no pescoço. Então, foi muita coisa. E, ao mesmo tempo, fiz nove semanas de quimioterapia, com cisplatina, que era para tornar a radiação mais eficaz contra o câncer.

Foi um ciclo de três semanas! Eu aparecia a cada três semanas, ficava lá sentado por algumas horas e depois ia embora. Tudo isso foi feito em regime ambulatorial. Eu pegava o metrô, fazia a radiação e ia dar uma volta no parque”.

Bruce também recordou os momentos mais tensos do tratamento. Ele disse: “As coisas ficaram estranhas por duas ou três semanas. Senti fadiga e todas as membranas mucosas da minha boca caíram. Perdi todo o paladar. Era como se a língua tivesse sido arrancada e os nervos ficaram expostos.

Eles queriam colocar uma sonda de alimentação. Mas eu não quis. A maioria das pessoas têm muita dificuldade para se alimentar depois de quatro ou cinco semanas. Falei que eu ia comer e, caso não conseguisse, ia colocar a sonda.

Eu não queria que as pessoas me cortassem! Não queria ficar no hospital! Porque se você está no hospital, você já está meio morto. Essa é a minha versão das coisas. Então fiz de tudo para comer sozinho e não ficar mais tempo no hospital. Foi uma abordagem bastante combativa. Além do mais, a sua recuperação é cinquenta por cento mental. Quis lutar dessa forma”.

Deixe um comentário (mensagens ofensivas não serão aprovadas)