Produtor musical lamenta que só gente rica e filhinhos de papai fazem sucesso na música hoje em dia

O estereótipo de uma estrela da música é ser famoso, ter muitos hits no topo das paradas de sucesso, nadar em dinheiro – no melhor estilo Tio Patinhas – e ser bem-sucedido em todo e qualquer empreendimento que encostar o dedo.

Em décadas atrás isso era bem comum de se ver, todavia, a realidade da atual indústria musical é bem diferente disso. Hoje em dia, o mercado fonográfico está repleto de artistas fabricados por pessoas de alto poder aquisitivo, mas de pouco ou nenhum talento.

Em vídeo em seu canal, o produtor musical Rick Beato abordou este espinhoso assunto e também lamentou que só gente rica e filhinhos de papai fazem sucesso na música hoje em dia.

“Eu me mudei para Atlanta para fazer música”, começou Rick. “Tinham muitas salas de ensaio ao redor da cidade como Avatar Studios, Metro e Black Box. Dia e noite esses e muitos outros lugares estavam cheios de bandas ensaiando.

E não era só em Atlanta! Todas as cidades eram assim! Seattle, Phoenix, Los Angeles e Nova York tinham salas de ensaio com bandas ensaiando”.

“Com o dinheiro que eu fazia trabalhando como bartender, eu pagava meu aluguel e ainda ia tocar com umas cinco bandas diferentes. Dava para trabalhar em emprego normal e fazer esse tipo de coisa”, contou.

Ele continuou: “Mas, depois da crise financeira de 2008, o rock meio que morreu em 2012 com a presença massiva das mídias sociais. Estou levantando essa questão porque agora o top dez no Spotify é composto por artistas de famílias ricas.

Ter pais ricos na indústria musical não é uma coisa nova. O pai da Taylor Swift, Scott Swift, investiu quinhentos mil dólares na gravadora da cantora, Big Machine, quando ela começou. A gente pode seguir citando muitos outros exemplos”.

“O ponto é que a maioria das pessoas no music business agora têm pais que são famosos, ou que estão na ramo da televisão e cinema, ou que são de famílias ricas. As pessoas mais ricas são as que conseguem focar na música, pois não precisam trabalhar.

Elas não têm a pressão de ter que trabalhar e ainda têm os pais que colocam dinheiro para contratar os maiores produtores, engenheiros e compositores para trabalhar com elas. Isso não significa que elas não têm talento.

Mas, historicamente, as bandas que fizeram sucesso como Beatles, Black Sabbath, The Kinks, The Who e muitas outras vieram de uma realidade humilde, então, elas tinham do que falar. Isso as pessoas ricas francamente não têm”, acrescentou.

“E como não têm mais dinheiro na indústria musical como antigamente, a maioria das coisas que você vê por aí têm financiamento de pais ricos. É muito difícil vingar na música hoje em dia se você não tiver pais ricos. É apenas a minha observação”, concluiu.

Deixe um comentário (mensagens ofensivas não serão aprovadas)