Fazer uma carreira musical vingar e alcançar o patamar de vanguarda no mercado fonográfico é muito difícil. É uma tarefa que demanda muito suor, perseverança e paciência, porque pedras e obstáculos são coisas que não faltarão pelo caminho.
Tem músico que tem essa garra de sobra como é o caso de Steve Harris (Iron Maiden), Paul Stanley e Gene Simmons (KISS) e James Hetfield (Metallica). No entanto, tem uma galera que não vibra nesse diapasão de energia, e a carreira fica morna, como num limbo.
Em conversa com Gastão Moreira, do canal Kazagastão, Adrian Smith comentou que Paul Di’Anno se encaixava no segundo perfil, já que não tinha a mesma determinação para o sucesso que Bruce Dickinson, tampouco o mesmo profissionalismo.
A opinião sincera de Adrian surgiu depois que Gastão o questionou sobre se ele e Bruce elevaram o patamar do Maiden.
“Não posso falar muito sobre mim, mas Bruce definitivamente elevou o patamar da banda, porque por mais que amemos Paul [Di’Anno], não acho que ele tivesse a mesma mentalidade que Bruce, a mesma determinação para ter sucesso, o mesmo comprometimento.
Bruce era pura dedicação e profissionalismo, e ele conseguia cantar noite após noite. E era disso que a banda precisava. A banda precisava cair na estrada, precisava ficar na estrada por seis, oito meses seguidos.
É isso que as bandas de rock precisam fazer. Ninguém vai entregar o sucesso de bandeja, dizendo: ‘Ok, vamos tocar suas músicas no rádio. Vocês vão virar estrelas’. Não tem nada disso”.
Adrian completou: “Quanto a mim, eu fiz parte disso. Acho que todos nós trabalhamos duro para chegar a outro nível. Espero que minhas contribuições, em termos de composição, tenham ajudado.
Muitos dos singles que usamos, Flight Of Icarus e Wasted Years e coisas assim, foram ideias minhas. Músicas como 2 Minutes To Midnight foram composições em parceria, na verdade. Então, sinto que contribuí dessa forma, ou que contribuo”.
