O líder e guitarrista do Raimundos, Rodrigo Aguiar Madeira Campos – também conhecido como Digão – há tempos ganha mais holofote pelas polêmicas em que se mete do que pelo rock n’ roll que toca.
Nos últimos dias, a vida do músico ficou menos sossegada depois que Adriana Toscano, viúva do ex-baixista Canisso, o acusou de quebrar promessa e interromper repasses financeiros de shows.
A psicóloga, que teve quatro filhos com o artista, informou, em entrevista à revista Forum, que o guitarrista interrompeu, sem aviso prévio, os repasses financeiros previstos em contrato de shows após a morte do roqueiro.
Pelas redes sociais, o Raimundos se manifestou oficialmente sobre o caso e informou que está tomando as medidas legais para se defender das acusações.
Recentemente, em entrevista ao Portal Leo Dias, a viúva de Canisso contou que Digão lhe deu um soco na cara e quebrou o seu nariz. Ela também comentou que o ex-vocalista da banda, Rodolfo Abrantes, não suportava mais conviver com o guitarrista.
“O próprio Rodolfo não aguentou. Um dia ele disse pra mim e pro Canisso: ‘Não aguento mais esse cara, tô caindo fora'”, contou Adriana.
Sobre o episódio da lamentável agressão física, Toscano disse: “Me lembro que estávamos felizes no camarim, quando o Digão entrou do nada e foi direto com um soco na cara do Canisso. Aí adivinha, né? Começou uma briga do nada, a maior confusão, um fuá estilo desenho animado. Acabei me metendo, para separar, defender o meu marido e ter sobrado até pra mim. Eu só vi a mão do Digão e quando percebi já tinha levado um soco e quebrado o nariz”.
Ela acrescentou: “O Canisso ficou muito triste com o episódio. Eu chorei o show inteiro e a equipe preocupada comigo. No dia seguinte, fui ao hospital, e realmente tinha quebrado o nariz. Neste mesmo dia o meu telefone tocou, eu atendi, era o Digão. Ele chorava muito, pediu desculpas e disse que era uma pessoa horrível”.
Em relação ao perdão, a moça falou: “Confesso que é uma questão bem delicada. Eu perdoei naquele momento, mas depois, quando ocorriam as reincidivas, percebi que não mudaria nada. O padre me disse: ‘Você tem que perdoar, porque ele vai ter a chance dele de se arrepender no quando morrer’. Isso me fez pensar muito.
A gente perdoa, mas, esquecer, é difícil. Hoje, meu coração tá leve e sereno. Tenho minha consciência tranquila. Não quero acabar com a banda atual, só quero que eles cumpram com as leis sem usar subterfúgios de mudança de CNPJ e querer dizer que estão certos”.